<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988</id><updated>2011-07-31T00:43:37.489-03:00</updated><category term='fotógrafos baianos'/><category term='estrela de ana brasila'/><category term='revista da bahia'/><category term='Maria Guimarães Sampaio'/><category term='artes'/><category term='rosália roseiral'/><category term='josé miguel wisnik'/><category term='Jaci Bezerra'/><category term='prêmio'/><category term='José Claudio'/><category term='Nilson Galvão'/><category term='voltaire fraga'/><category term='conto'/><category term='Mirabeau Sampaio'/><category term='fotografia'/><category term='Alípio Freire'/><category term='crítica'/><category term='quarta capa'/><category term='orelha'/><category term='resenha'/><category term='aeronauta'/><category term='José Claudio da Silva'/><category term='artistas'/><category term='Maria Sampaio'/><category term='artigo'/><category term='câncer'/><category term='paloma jorge amado'/><category term='Jorge Caldeira'/><title type='text'>alguém escreveu</title><subtitle type='html'>escritas sobre escritos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-5154255280765694362</id><published>2010-01-05T11:46:00.001-03:00</published><updated>2010-01-05T11:49:12.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><title type='text'>por GERANA DAMULAKIS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); line-height: 19px; font-family:Verdana, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0px; font: normal normal bold 130%/normal 'Lucida Grande', 'Trebuchet MS'; letter-spacing: -1px; color: rgb(153, 51, 51); "&gt;&lt;a href="http://leitoracritica.blogspot.com/2010/01/estrela-de-ana-brasila.html" style="color: rgb(153, 51, 51); text-decoration: none; "&gt;ESTRELA DE ANA BRASILA&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;IN: http://leitoracritica.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iFrPnjtr4-g/S0E-O6hh6jI/AAAAAAAABnI/U4xyvuCFjWU/s1600-h/7001177.jpg" style="color: rgb(102, 153, 204); "&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422683852279769650" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iFrPnjtr4-g/S0E-O6hh6jI/AAAAAAAABnI/U4xyvuCFjWU/s320/7001177.jpg" border="0" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 6px; padding-right: 6px; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; border-top-width: 1px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-left-width: 1px; border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-width: 1px; border-bottom-color: rgb(192, 192, 192); border-right-width: 1px; border-right-color: rgb(192, 192, 192); display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; width: 118px; height: 180px; text-align: center; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Gerana Damulakis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Coleção Cartas Bahianas brilhou em 2009. Não, não listarei os títulos, nem revelarei a melhor novela da coleção, nem direi dos contistas da coleção que me surpreenderam, nem os poetas citarei. Porque também não irei me deter nos &lt;em&gt;Continhos para cão dormir&lt;/em&gt; (P55 Edições, 2009), igualmente da coleção, escrito por Maria Guimarães Sampaio. Mas, vale alertar, não escreverei sobre o livro citado por uma razão: desta coleção, me fixei nos títulos que trouxeram poemas e, como exceção, escrevi sobre a novela de Állex Leilla, &lt;em&gt;O sol que a chuva apagou&lt;/em&gt; - creio que foi o único livro de prosa para o qual teci uma espécie de resenha, já que acompanho a produção de Állex desde seu primeiro livro, depois resenhei seu romance na minha coluna do jornal &lt;em&gt;A Tarde &lt;/em&gt;e continuo seguindo com muita atenção, repito, suas realizações literárias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, poderia ter escrito sobre o livro de Maria, não fosse a posição de seguir apenas os poetas, pois &lt;em&gt;Continhos para cão dormir&lt;/em&gt; traz mini-contos, como prefiro chamar, que suscitam as mais variadas emoções; com eles o leitor ri, se entristece, se espanta, se solidariza com a dor e, por fim, Tieta morre: mais emoção com o peculiar modo de escrever da autora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é este modo de dizer, o “como dizer”, a maior personagem do romance de Maria Sampaio, &lt;em&gt;Estrela de Ana Brasila – estória sem compromisso com verdade nenhuma, nem bicho, nem&lt;/em&gt; &lt;em&gt;planta, nem gente, nem lugar, nem tempo – e nem falares&lt;/em&gt; (Record, 2004). Mais do que sabido, em literatura não importa o que se conta, mas como se conta. Maria conta e como conta! Com isso, quero dizer que a história guardada neste romance é uma história que importa, assim como importa a maneira como ela é contada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viajamos no tempo com Branca Marana, mulher típica do século XX, se libertando de amarras que oprimiam o sexo frágil. De um capítulo para o outro, estamos no tempo das senzalas e o romance vai ganhando força, surge a mãe da personagem do título, Ana Brasila, surge Prudença, surgem seus amores, surge Estrela de Ana Brasila, surge Frutuoso, surge Brianda, elas também vão tendo seus filhos, surgem muitos personagens: é um mundo criado nessa volta do tempo, um mundo onde habitam os índios, os negros, os brancos e, sem exagerar, onde surge o brasileiro e a brasileira, frutos dessa mistura – não é sem razão que Ana é Ana Brasila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não vou buscar influências literárias para a obra de Maria, registro tão somente que não há como não lembrar de Guimarães Rosa, embora a linguagem que a escritora apresenta seja totalmente de acordo com seus personagens e não com os personagens de Rosa. A lembrança, portanto, fica restrita apenas ao fato de Rosa ser um escritor que simboliza tal atitude literária. Outra lembrança também ocorreu, não por encontrar influência da obra que citarei sobre&lt;em&gt;Estrela de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Ana Brasila&lt;/em&gt;, mas por construir uma saga, elencar personagens vários: a lembrança foi a da leitura de &lt;em&gt;Cem anos de solidão&lt;/em&gt;, de García Márquez. São, todavia, pontes que o leitor gosta de fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O romance de Maria Sampaio cria um mundo, com seu tempo, ou melhor, seus tempos, sua história muito bem contada. Original, plena de sentimentos, acompanhando as circunstâncias das vidas, a obra é rica, envolvente, dá vontade de aplaudir e, no final, com os cães Merlin e Tieta (sim, Tieta que acaba morrendo em&lt;em&gt;Continhos para cão dormir&lt;/em&gt;), Maria ainda arranca um sorrisinho do leitor quando Branca Marana (voltamos para ela) passa por Moreno e, bem depois, em casa, reconhece que era ele. Redondo, o romance termina. Bravo!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-5154255280765694362?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/5154255280765694362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2010/01/por-gerana-damulakis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/5154255280765694362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/5154255280765694362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2010/01/por-gerana-damulakis.html' title='por GERANA DAMULAKIS'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iFrPnjtr4-g/S0E-O6hh6jI/AAAAAAAABnI/U4xyvuCFjWU/s72-c/7001177.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-3267777482940372357</id><published>2009-12-27T22:54:00.003-03:00</published><updated>2009-12-27T23:00:05.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nilson Galvão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mirabeau Sampaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Sampaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jorge Caldeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Guimarães Sampaio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosália roseiral'/><title type='text'>Estrela de Maria Sampaio</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 23px; font-family:Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;font-size:14px;"&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC6600;"&gt;por Nilson Galvão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC6600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(68, 68, 68);   font-family:Georgia, Times, serif;font-size:14px;"&gt;in &lt;a href="http://server15.kproxy.com/servlet/redirect.srv/sruj/sbcpdcrgen/shlyamlnsmkq/p1/" style="color: rgb(222, 112, 8); "&gt;http://nilsonpedro.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Rosália Roseiral, uma diva da era do rádio, é a personagem magnética a dar as cartas ao longo de todo o segundo livro de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://server15.kproxy.com/servlet/redirect.srv/sruj/scyaetcar/sjbgmkamzcbtdtxuovrdyap/p1/" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Maria Sampaio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;. Já Estrela de Ana Brasila, que dá nome ao romance primogênito, pelo contrário: é o comecinho de uma linhagem mestiça que vem lá do período colonial e se desdobra até uma moça do século XX chamada Branca Marana. Não pra construir uma tese sobre a nossa formação histórica, de resto mal contada mesmo, mas pra pintar uma entre muitas histórias do Brasil. Aliás bem peculiar, bem Maria Sampaio: linguagem desbocada destabocada, estilo sintético, elíptico, personagens que são gente como a gente e ao mesmo tempo não são. Tudo compondo um universo em que, sem sentir, você entra, vai ficando e demora de sair.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Isso sem falar numas intuições curiosas, como a da febre empreendedora que toma conta de uma parte da família: não é que acaba de sair o novo livro de Jorge Caldeira (o autor de “Mauá”), chamado “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://server15.kproxy.com/servlet/redirect.srv/swh/suxm/smecwqesbwdpll/src/p1/?pag=noticias&amp;amp;noticia=82804" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(28, 155, 220); text-decoration: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;História do Brasil com empreendedores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;”, onde, segundo a imprensa, ele demonstra que o país teve muito mais mercado interno e empreendedorismo de mestiços, índios &amp;amp; afins, e isso desde a colônia, do que admitia a nossa historiografia oficial – e a contemporânea também?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pois pois, esse arremedo de análise é pra dizer que acabei de ler “Estrela de Ana Brasila”. E já disse a Maria que gostei até mais que de “Rosália Roseiral”. Aliás já fiquei com saudade do quase quilombo de Ana Brasila e Prudença Angola, onde floresceu uma sugestão de brasilidade tão desejável quanto distante do país real: tolerante, não excludente, diversificada, comunitária. Uma utopia baseada não em ideais, mas em uma rede de afetos, imperfeita como toda utopia, mas humana de verdade, como quase nenhuma. Enfim, é isso. E ainda tem as ilustrações com desenhos de Maria e de Mirabeau Sampaio, que também são ótimas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-3267777482940372357?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/3267777482940372357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/12/estrela-de-maria-sampaio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3267777482940372357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3267777482940372357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/12/estrela-de-maria-sampaio.html' title='Estrela de Maria Sampaio'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-5074795646962133261</id><published>2009-11-18T19:56:00.001-03:00</published><updated>2009-11-18T20:02:03.958-03:00</updated><title type='text'>Jorge Velloso escreve</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O nome do professor Roberto Albergaria sempre soou bem aos meus ouvidos, mesmo sabendo que o sonho dele é usar sua inteligência para criar uma grande polêmica nacional. De fato, ele ainda não conseguiu, mas ontem chegou ao cúmulo do ridículo falando sobre Rodrigo Velloso, Dona Canô e toda a família Velloso. Como único jornalista da família até tentei ficar calado - afinal no auge dos meus 26 anos teria que abaixar a cabeça e aceitar os comentários de tão renomado mestre e não aumentar uma polêmica – mas a quantidade de besteiras que o professor falou sobre meu tio, minha bisavó e minha família me fizeram descruzar os braços. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já nasci com Caetano e Bethania famosos e talvez possa ser considerado - nas palavras e teoria do professor Albergaria como um gigolô do sucesso de meus tios por nascença. Confesso, sinceramente que isso tem uma parte boa, mas o que é gostoso mesmo é ser gigolô do amor e da união da minha família.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre me aproveitei dos casos contados por meu tio Rodrigo Veloso para aquele monte de amigos no quintal de minha bisavó, para soltar várias gargalhadas (inclusive ao lado da famosa gargalhada de Irene) e ser muito feliz. Sempre me aproveitei de pegar meu tio Rodrigo como exemplo, ao ver a maneira amorosa que ele cuida da mãe dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nasci gigolô também dos ensinamentos de Dona Canô. Até hoje me aproveito desses ensinamentos e os levo comigo para todos os lugares do mundo por onde passo. Me aproveito da vitalidade e do afeto de Dona Canô para ter força e encarar todos os desafios da minha vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu tio Rodrigo é gigolô da minha família sim. E todos nós somos aproveitadores. Mas, temos coisas muito mais importantes para tirarmos proveito do que o sucesso de meus tios Caetano e Bethania. Tiramos proveito da força de Dona Clara, da poesia de Mabel, da risada de Irene, da elegância de Bob, dos ensinamentos de Nicinha... E é bom lembrar que naquela casa, somos todos, sem exceção, orgulhosos e apaixonados pelos dois famosos o tanto quanto somos por Rodrigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem o conhece sabe que em momento algum meu Tio Rodrigo foi escroto (essa foi a palavra usada pelo professor) com meu Tio Caetano. A vontade dele foi de apenas deixar bem claro que apesar de sermos uma família extremamente unida não temos a mesma opinião dos que mais se destacam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Portanto, o professor Albergaria, fã de Caetano e tremendo puxa-saco, não precisa ficar tão indignado com as palavras de Rodrigo- que continua sendo o mesmo coração bom da Coelba, onde ele ralou a vida toda e se aposentou. Rodrigo não traiu Caetano, apenas fez questão de dizer que não concordava com ele e isso é comum na nossa família cheia de gente do bem e transparente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E com relação ao que o professor falou sobre a minha bisa (a velhinha), é fácil notar que uma pessoa que afirma “não gostar de família”, nunca vai conseguir enxergar a genialidade e força daquela velhinha sensacional. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na minha humilde opinião- um simples foca que tenta sobreviver no mundo jornalístico e de gigolô do sucesso, do amor e da alegria da minha família, o professor Albergaria usou de toda amargura de vida para fazer seu comentário do dia de ontem no Programa de Mário Kertz. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ele que disse que “os melhores sentimentos humanos NÃO estão no amor” deveria ir numa festa no quintal de Canôzinha, depois de uma missa na Igreja de Nossa Senhora da Purificação e compreender que está completamente enganado e que aquela velhinha tem menos diplomas, mas muito mais sabedoria que ele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; "&gt;*Jorge Velloso é jornalista, sobrinho de Rodrigo Velloso e aproveitador de todo bem- querer que existe na família Velloso.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-5074795646962133261?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/5074795646962133261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/11/jorge-velloso-escreve.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/5074795646962133261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/5074795646962133261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/11/jorge-velloso-escreve.html' title='Jorge Velloso escreve'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-3136963162948053769</id><published>2009-08-10T18:06:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T18:09:33.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosália roseiral'/><title type='text'>texto de CLAUDIUS PORTUGAL</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; border-collapse: collapse; font-size: 13px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman';font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;É muito agradável se ler o segundo livro de um autor e poder dizer que é melhor que o primeiro. A síndrome do segundo, seja livro, disco, peça de teatro, filme, persegue qualquer autor, ainda mais quando o primeiro foi bem recebido. Assim torna-se um prazer a leitura que podemos fazer de um segundo livro quando este, no nosso entender, já empreende passos adiante o primeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Isto me aconteceu ao ler “Rosália Roseiral”, segundo romance de Maria Guimarães Sampaio, ed. Record. E o acontecimento ainda fica mais alentador ao vermos que os personagens da história, a história de cada um deles continuam com a gente, mesmo após terminarmos o livro e fecharmos as suas páginas, pois seguimos de agora em diante íntimos da família, cúmplices de seus acontecimentos.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;E como estão bem realizados alguns desses personagens!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Para exemplificar é bom citar, não só Totonho e Rosália, fio condutor da narrativa, mas também aqueles que mesmo não se estendendo caudalosamente por todo texto, impressiona pelo seu retrato, seu perfil, seu acabamento, e neste caso temos a professora Violette ou Camerino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;O livro de Maria Sampaio impressiona vivamente pela construção de seus personagens, apesar de que o tema e a história estejam bem objetivados e enredados, que a Bahia salte de cada parágrafo com o seu linguajar próprio e seus cheiros e temperos, ou a música popular brasileira, com um repertório que devia ser escutado conjuntamente, estando nestas canções o encadeamento de toda a história ao fazer da personagem título uma cantora da noite na Bahia, no Rio, em Portugal - quero observar que Portugal ganha uma descrição que nos deixa saber de como a autora carrega uma bela paixão por aquela terra -, e que a história do Brasil se movimente como pano de fundo por meio de sua política e sua economia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;“Rosália Roseiral” nos coloca diante de um livro com uma saborosa história, e esta está em seus personagens. Eles que a concretizam. O que posso dizer é que é um livro que não nos larga, mesmo depois de fechado, pois ficamos a pensar na Bahia que está ali, na graça e felicidade deste existir que a pressa da vida vem derrubando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;O que seríamos se a história seguisse outros passos? Não sem vicissitudes, amargores, pois tudo isto faz parte da vida, mas como seríamos diferentes se a amizade, a existência do outro, o convívio humano fosse privilegiado como temos no cerne deste texto? Mas a realidade é outra, e para isto o livro tem no personagem Joãozito, talvez, a encarnação bem realizada desta realidade atual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Por ser assim, “Rosália Roseiral”, romance de Maria Guimarães Sampaio, reflete o nosso tempo através de uma família baiana que atravessa o século XX, e nós podemos ler com certa ponta de tristeza que muito do que ali existe de amizade, encontro, felicidade, já tenha, talvez, se findado, pelo menos daquela maneira, mas com a imensa alegria de ver que a literatura pode fazê-la permanecer através do encantamento de um romance, de sua história e de sua leitura, e que este segundo livro consagra uma vigorosa narradora.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: 19px; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;(Claudius Portugal, 15-07-08, Rádio Educadora, programa Multicultura}&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-3136963162948053769?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/3136963162948053769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/08/texto-de-claudius-portugal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3136963162948053769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3136963162948053769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/08/texto-de-claudius-portugal.html' title='texto de CLAUDIUS PORTUGAL'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-4022883758557134650</id><published>2009-07-31T12:32:00.003-03:00</published><updated>2009-07-31T12:41:59.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voltaire fraga'/><title type='text'>luminoso voltaire</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SnMPHdS8i0I/AAAAAAAABr8/9nuqr076wR8/s1600-h/voltaire2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SnMPHdS8i0I/AAAAAAAABr8/9nuqr076wR8/s400/voltaire2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364648201925987138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Voltaire Fraga, desde a primeira possibilidade de realizar fotografia, é um amante, nunca um amador. Estudioso profundo, experimentador. Nos anos 1940-50 convive com os artistas modernistas. Fotografa no atelier, em aberturas de exposições. É quem melhor reproduz desenhos, pinturas. Talvez daí o equívoco de Voltaire ser considerado “apenas” um técnico. Ninguém percebe o fotógrafo-fotógrafo.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Voltaire convive com os artistas, não se considera “um deles”. Fotografa para instituições públicas e privadas. Para particulares. E para si. Para si compõe o acervo verdadeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Em 1986, com dificuldade, consigo o primeiro encontro com Voltaire Fraga. Amigos por 20 anos! Em março de 2006 ele foi embora pra lugar de nunca mais. Foi não. Está aqui, e agora, no Palacete das Artes. Morrer é saudade. Quem deixa uma obra leva consigo a saudade, permanece no trabalho realizado com prazer por toda uma vida. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Com todo amor à arte fotográfica e apreciável custeio do meu próprio bolso sem nenhum patrocinador, o que é sem dúvida uma prova de amor à cidade do Salvador”&lt;/i&gt;, me conta por escrito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Voltaire engraçado, Voltaire aperreado. Voltaire do branco ao preto a passar por todos os tons de cinza – no papel. Voltaire leitor, Voltaire artista.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Voltaire do preto ao branco – de gente viva: no calor-fogaréu da fábrica, operários transformam massa amorfa no mais lindo cristal – inigualável Fratelli Vita; trabalhadores calçam ruas, constroem prédios, pintam casas. Alfaiates, sapateiros. Voltaire das mulheres sempre presentes em sua fotografia, brancas e pretas – elegantes, em saião-bata-chinelinha ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;vestido de bolero-lero-lero&lt;/i&gt;, nas ruas e adros a passear; na feira a vender ou comprar.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Umbu, cana caiana, abará e acarajé. Lautos pratos de comida. O estivador, o pescador, o guarda civil, o fardado &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;chauffeur&lt;/i&gt; de bacana. O baleiro, baleirinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Fotógrafo “avulso”, fotógrafo do “pitoresco”, fotógrafo da Bahia ensolarada e também iluminada por neons nas esquinas da Misericórdia.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Fotógrafo a me fazer contrita diante de suas naves ou claustros da Graça à Ajuda, São Francisco; alegre a dançar samba-de-roda nas festas de largo ou mergulhar em banho-de-mar na Ribeira ou Porto da Barra; emocionada a chorar diante do degradado solar do Unhão ou da demolição da velha Sé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Luz, quero luz! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Voltaire Fraga capaz de esperar horas ou dias até sentir-se satisfeito com a sombra, a inclinação do raio de sol; a subir em telhados e pendurar-se perigosamente em inusitadas marquises à procura do enquadramento desejado. O trabalho e o brinquedo. A alegria e a tristeza. A cidade da Bahia de mesmo e a da fantasia. Estou aqui para reconhecer, e enaltecer, a obra de Voltaire Fraga. Um legado de beleza artística, memória, emoção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Garamond;font-size:12.0pt;"&gt;Espero que a Bahia receba Voltaire Fraga, aplaudindo de pé, visitando a exposição no Palecete das Artes aos gritos de BRAVO! BRAVO!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;26-07-2009, publicado &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em A Tarde" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;em A Tarde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt; de 29-07-2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;/span&gt;foto Voltaire Fraga, coleção Célia Aguiar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height:115%;font-family:Calibri;mso-fareast-font-family: Calibri;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR; mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-indent: 19.85pt;line-height:120%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:6;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 25px;font-size:21px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:6;"&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:19.85pt;line-height:120%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Garamond;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: normal; font-size:16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-4022883758557134650?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/4022883758557134650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/07/luminoso-voltaire.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4022883758557134650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4022883758557134650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/07/luminoso-voltaire.html' title='luminoso voltaire'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SnMPHdS8i0I/AAAAAAAABr8/9nuqr076wR8/s72-c/voltaire2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-1788796938769244883</id><published>2009-05-09T16:37:00.002-03:00</published><updated>2009-05-09T16:39:15.087-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='câncer'/><title type='text'>câncer</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Anotações sobre “Mundão desigual” de autoria do senhor Zédejesusbarrêto [A Tarde: 2/5/2009]. No artigo o autor expõe argumentos no primeiro e segundo parágrafos. Com o conteúdo do terceiro destrói o que possa haver de bom ainda nos quarto e quinto parágrafos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O autor incensa e difunde o estigma e o preconceito contra o câncer. &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;“O povo mais simples (...) nem pronuncia a palavra câncer quando se refere à maligna doença”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Cabe ao formador de opinião contribuir para derrubar o preconceito de quem não consegue pronunciar a palavra câncer por conta do estigma difundido quando câncer traduzia sentença de morte. Parece-me, o autor colabora com o atraso ao denominar o câncer de “&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;maligna doença”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;. Tratar do assunto com naturalidade seria escrever &lt;&lt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;nem pronuncia a palavra câncer quando se refere ao câncer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E não infringiria regra alguma ao repetir a palavra câncer.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Outras palavras do autor: &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;“Já dona Dilma, toda repaginada, que me perdoe, convocou uma coletiva, as tevês em rede nacional, ao vivo, para expor a seus futuros eleitores que o tal linfoma “maligno” é apenas mais um desafio em sua vida (...)”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;. Não importa, no momento, o ministério nem a candidatura a presidente de um país que não consegue tratar todos os seus pacientes-doentes com dignidade. Importa a mulher a lidar com um tratamento contra o câncer sem que isto lhe pareça uma desonra. Importa uma mulher com acesso à comunicação fazer bom uso e falar sobre CÂNCER operado. Ela estará (está) contribuindo para milhões de pessoas enxergarem o câncer como uma doença tratável. As pessoas (simples ou não) entenderão, pronunciarão a palavra câncer. Informação é ouro! O vice-presidente tem sido um grande parceiro dos portadores de câncer. Tomando conhecimento do assunto pacientes e/ou acompanhantes irão atrás, lutarão para que a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant:small-caps"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Saúde Pública&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; faça os adequados tratamentos. Acreditar ser portador de uma doença incurável e descobrir-se portador de um câncer tratável faz diferença descomunal na vida de uma pessoa. Câncer, quando não cura, é uma doença controlável e tratável como qualquer doença crônica.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Não sei se o autor é jovem, maduro ou velho (eu sou velha, e não sou politicamente correta a ponto de me dizer da melhoridade), mas, qualquer pessoa de qualquer idade ou formação referir-se à doença de outra pessoa como &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;o tal linfoma “maligno”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; é de uma crueldade inadmissível. Tanto o uso da palavra tal antes de linfoma como a palavra maligno entre aspas, na seqüência, desqualificam o câncer de que se fala no artigo. O autor do texto desacredita, debica do sofrimento alheio enquanto a portadora do câncer luta para transformar a dor em algo leve de ser carregado, com a delicadeza de quem carrega andor de santo em procissão.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Diz mais o autor do artigo: “&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O anúncio da doença maligna foi montado como um evento de marketing (...) que Deus ajude em sua cura amém”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;. Enquanto o texto convida o paciente de câncer para uma caminhada inexorável às catacumbas do sofrimento sem direito a pronunciar a palavra câncer, a FALA da mulher que o autor do artigo destrata, a FALA da mulher que ora inicia uma quimioterapia leva força e esperança à milhares de portadores de câncer.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sou paciente de câncer há 9 anos. Recentemente: metástases. Vou desapropriando os caranguejos* que tentam residir nos manguezais de meus ossos e gânglios. Haja quimioterapias, zometinha, catéter... Grupo Bem Viver e tratamento no Núcleo de Oncologia da Bahia com Dr. Érico Strapasson e toda uma gente maravilhosa que atende com competência e humanidade paciente particular, de plano e de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-variant:small-caps"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;sus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;.. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Como disse Gonzaguinha: &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Viver e não ter a vergonha de ser feliz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;. Viver é bonito, apesar do &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;mundão desigual&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; a doer, dentro de nossa impotência para melhorá-lo, mais do que qualquer doença.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:14.2pt"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;font-family: Garamond"&gt;usar a palavra caranguejo não é eufemismo, é apenas tradução do latim para o português.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Garamond"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Garamond; mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Bahia, 03-05-2009&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-1788796938769244883?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/1788796938769244883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/05/cancer.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/1788796938769244883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/1788796938769244883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/05/cancer.html' title='câncer'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-4909793234189628025</id><published>2009-05-05T16:24:00.003-03:00</published><updated>2009-05-05T16:39:06.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artistas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes'/><title type='text'>texto de luciano freitas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SgCU8dEsJhI/AAAAAAAABaM/Zzf-oWUKcE4/s1600-h/1978-01clara++comigo+e+luciano+-+bomfim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 286px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SgCU8dEsJhI/AAAAAAAABaM/Zzf-oWUKcE4/s400/1978-01clara++comigo+e+luciano+-+bomfim.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332425725124027922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É PRECISO TENTAR, A VIDA AINDA NÃO ACABOU!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Provavelmente no momento &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em que Cage" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;em que Cage&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;, Rauchenberger, Cunnigham e muitos outros redefiniam o papel das expressões artísticas no século XX com performances, happenings, .... num mix de todas as manifestações da arte: música, teatro, poesia, artes visuais......, em um lugar bem distante de New York, porém não menos famoso devido a Jorge Amado e sua inesquecível Gabriela, um garoto tímido, franzino iniciava-se no teatro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; As primeiras experiências foram no Ginásio Municipal de Ilhéus. Na peça Chapeuzinho Vermelho, ele era o caçador que entrava em cena com uma espingarda disparando um tiro. Nada mais que isto. Numa outra vez com outro colega fez um dueto cantando uma música em italiano.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; A principal experiência foi encenar “A bruxinha que era boa” de Maria Clara Machado, na qual teve um papel de&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;destaque com o personagem “ Pedrinho’. Auditório lotado na estréia!&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Na seqüencia, o garoto foi convidado para fazer novela no rádio. Muito comum naquela época. Os pais não consentiram.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Mas o garoto gostou da experiência e começou a dirigir peças com irmãos, primos, colegas da escola e da rua. Encenava suas peças (naquela época dramas) em quintais, varandas e outros lugares não muito apropriadas. E tinha platéia, sim!&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Entretanto, a maior ousadia foi encenar uma peça tendo como palco uma mesa de ping-pong. Pode crer! Em cima da mesa a peça se desenrolou.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Não seria naquele momento, mesmo inconsciente e sem conhecimentos, uma sacada do que acontecia &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em New York" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;em New York&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;, Berlin e mundo afora?&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Depois disto, o artista que mal acabava de nascer, morre ou foi morto por si mesmo, pela ignorância da família e/ou crueldade da comunidade! O garoto não foi protegido pelo “São Jorge dos Ilhéus”, outro romance de Jorge Amado.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; A vida seguiu seu curso igual ao de todas as pessoas comuns. Escola, universidade, diploma, anel de formatura, emprego, casamento, filhos e coisas que tais.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Mas, aquela alma artista angustiada por circunstâncias da vida ficou dividida entre Marx e Freud, dois grandes ícones. O primeiro &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;garantiu o sustento da vida e da&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;família, o segundo lhe monitora até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; O artista fez fotografia. Nos momentos de crise escrevia/escreve o que denomina “psico-asneira’. O garoto sempre foi &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;“arteiro”.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Na apresentação do seu site, Maria Sampaio amiga, irmã, comadre, mabaça bivitelina, declarou: “depois de cumprir gloriosamente o seu lado economista, educar suas meninas, deixou que sua arte estuporasse pelos sete buracos da sua cabeça em forma de ensamblagem”.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; O artista chegou a terceira idade e costuma dizer que se não estivesse ensamblando estaria atirando pedras &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em vidra￧as. Mesmo" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;em vidraças. Mesmo&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; considerando que correu mundo e viu que as coisas poderiam ter sido diferentes, ou até porque viu. Vá saber!&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Evidentemente que estou falando de mim. Já deu para notar, né?&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Recentemente lembrei-me da peça encenada em cima da mesa de ping-pong e, cheguei a conclusão que naquele momento nasceu e morreu um artista, talvez com as características dos artistas que fizeram a&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;diferença no século XX.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Concluindo, creio que introduzi mais uma pergunta sem resposta para minha tumultuada existência. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Porque deixei aquele artista morrer tão cedo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; O artista tenta ressuscitar, ensambla cacos, experiências passadas, vivências mis e outras coisas mais. E segue, mesmo sem respostas para tudo, sem saber se já não é muito tarde para correr atrás do prejuízo. &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;MAS É PRECISO TENTAR, A VIDA AINDA NÃO ACABOU!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Luciano Freitas - &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em Itacaré, 2/5/2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;foto de bernardo guimarães; lavagem, bonfim, salvador-ba; janeiro de 1978&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-4909793234189628025?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/4909793234189628025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/05/texto-de-luciano-freitas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4909793234189628025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4909793234189628025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/05/texto-de-luciano-freitas.html' title='texto de luciano freitas'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SgCU8dEsJhI/AAAAAAAABaM/Zzf-oWUKcE4/s72-c/1978-01clara++comigo+e+luciano+-+bomfim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-4354207815448041859</id><published>2009-04-02T17:31:00.002-03:00</published><updated>2009-04-02T17:35:53.589-03:00</updated><title type='text'>rosália roseiral por nilson</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(68, 68, 68);  line-height: 23px; font-size:14px;"&gt;&lt;h2 style="padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-left: 0px; font-weight: normal; font-size: 2em; color: rgb(0, 0, 0); line-height: normal; padding-top: 10px; margin-bottom: 10px; "&gt;&lt;a href="http://nilsonpedro.wordpress.com/2009/03/31/vestigios-e-um-roseiral/" rel="bookmark" title="Link Permanente para Vestígios e um roseiral" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; "&gt;Vestígios e um roseiral&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;div class="snap_preview" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;in &lt;a href="http://nilsonpedro.wordpress.com/"&gt;http://nilsonpedro.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Foram três noites insones: uma para “Vestígios da Senhorita B.”, de Renata Belmonte; duas para “Rosália Roseiral”, de Maria Sampaio. Impressionado com a intensidade presente nos dois livros: vestígios estigmas da garota B. a se imolar frente às asperezas do mundo; espinhos e pétalas perfumadas do jardim da criação de Rosália. Fascinado com a densidade concentrada no pequeno grande livro intimista de Renata, com as pinceladas largas, inventivas, tropicalistas mesmo do grande livro-painel de Maria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Claro, isso aqui não é uma resenha literária. Então posso ficar à vontade pra confessar, de cara, a tentação básica de enxergar pistas autobiográficas nos dois casos, página sim, página também. A tentação, manjadíssima, é dizer: Renata É a Senhorita B; Maria É Rosália. Leitura feita, aliás, por quem mal conhece Renata, mal conhece Maria. Mas aí é aquela história do leitor que se apodera: então, pra esse leitor basicão, Rosália É Maria e pronto. E a Senhorita B. não é Renata em cada detalhe? Sem dúvida!!!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Engraçado, por outro lado, como a gente é capaz de mudar o registro: com a Senhorita B., ir fundo na encarnação da menina (quase) santa, perdida nos interiores e perplexa com essas tramas da vida nas quais as meninas acabam se perdendo - e os meninos também, claro, claro; com Rosália, abrir os ouvidos pra música profana da era do rádio com suas cantoras divinas, e depois ouvir as vozes ainda novinhas em folha de Caetano, Gil, Gal, Bethânia e “Tonhe Zé”, e depois a de Jussara Silveira menina. Embora tenha ficado com a forte impressão de que a grande personagem do livro de Maria seja Salvador. Será???&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Fiquei pensando no que Rosália, tão nítida, nitidamente baiana, diria à Senhorita B, tão diáfana, apátrida. E aí degringola o tal poder do leitor: porque senão era só botar Maria pra conversar com Renata. Não ia ser a mesma coisa, portanto Maria NÃO É Rosália, e Renata, definitivamente, NÃO É a Senhorita B. E a baiana NÃO É a tal. Talvez a tal Senhorita, que numa outra encarnação BEM PODERIA TER SIDO Rosália. E vice-versa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; "&gt;Viajei?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-4354207815448041859?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/4354207815448041859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/04/rosalia-roseiral-por-nilson.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4354207815448041859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4354207815448041859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/04/rosalia-roseiral-por-nilson.html' title='rosália roseiral por nilson'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-3922590465251973752</id><published>2009-01-01T08:39:00.005-03:00</published><updated>2009-01-01T10:24:48.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aeronauta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosália roseiral'/><title type='text'>rosália roseiral, resenha</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(204,153,51)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:large;color:#990000;"&gt;por aeronauta&lt;/span&gt; in http://wwwaeronauta.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(204,153,51)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;aeronauta é o blog e para nós é também a pessoa. bernardo-janaína-eu, no começo, quisemos descobrir quem é a pessoa. sabemos, por exemplo, que é professora universitária na área de letras. chegamos a &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;otras cosita más &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;e resolvemas ficar com aeronauta. ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Lê-se em meio à dedicatória: &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;"minha mãe deixou em minha memória o som deste livro."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;"Rosália Roseiral" - esse romance é uma composição musical - que me perdoem a rima. Eu que sempre sonhei, na minha audácia assumida, ser cantora, vibrei em cada partitura desse livro. Se demorei para dizer isso foi &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;pro mode &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;(aqui roubo vergonhosamente a espontaneidade da autora-narradora Maria Sampaio) o medo de desafinar. Maria não desafina nunca, em nenhum capítulo. E toda crítica não deixa de ser uma tentativa de arremedo frustrado da escrita. Eis, pois a "cisma": sei que a crítica sempre desafina, nessa tentativa apaixonada de contar sobre a leitura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Os personagens desse romance são compostos pela linguagem harmoniosa e dessacralizada de sua autora. Se Joãozito O pusilânime (marido de Rosália), que usava "cuecas de seda", realmente existiu, não importa. Importa é a veracidade maravilhosa de sua pessoa, descrita numa verve irônica e jocosa, num primor de estilo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;"(...) Ele, se burro não é, não prima pela inteligência - é aquela coisa chata de rapaz esforçado, voltado para o estudo opaco, dirigido, lutando a ferro e fogo por boas notas. É o típico ignorante que fala besteiras com imponência.(...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt; (p.47)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;"O bem querer chega a jato" (p. 92), concordo com isso, Maria Sampaio. Pois não é que me apaixonei, tal qual Rosália, por esse pusilânime vilão? E sinto pena quando o trapaceiro desaparece lá pela página 141, depois que deixou "barba e cabelo crescerem à moda de Antonio Conselheiro" e foi começar vida nova em localidades várias. Desculpe, Maria, mas vou reproduzir o que está impresso no livro como propaganda do médico pusilânime, vendedor de ilusões óticas nos lugares por onde passa:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;TENDES OS OLHOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;CASTANHOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;OU PRETOS?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;QUEREIS TÊ-LOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;VERDES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;OU AZUIS?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;PROCURAI O&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;DR. ALBERGARIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Das 8 às 12 hs.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;e das 15 às 18 hs.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Praça da Matriz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;A cidade toda queria ostentar na cara tal milagre:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;(...) Todo santo dia iniciam-se novas turmas, tudo de pagamento adiantado. Pingue-se uma vez por dia o milagroso colírio, ordena. (...) Ao chegarem os bestas para a feira seguinte vêem nos companheiros os castanhos e pretos olhos de sempre.(...) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;(p.141)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Daí em diante, pronto, o personagem "evacuou". Aproveito a fala do narrador e acrescento que &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;errei&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt; "no verbo", pois "queria dizer evadiu-se, acertando, sem saber, na definição de Joãozito: um cagão."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Por esses fragmentos nota-se a natureza espontânea da linguagem. Tanto que esquecemos que estamos diante da leitura de um romance: o narrador é uma pessoa "de mesmo", talvez a própria Maria Sampaio a tratar tão bem os amores de sua protagonista:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;(...) A evitar as paqueras de Carlinhos Veiga (até certo ponto... um dia não resistiu e só de brincadeira - para espanar um pouco a poeira da tabaca -, levou o amigo para casa, passaram uma semana de gozos e folias).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt; (p.145)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;"Rosalia Roseiral" é a composição musical de muitas vidas. Vidas reais que se cruzam misteriosamente com a ficção, nos deixando com as mãos abanando se nos debruçarmos apenas tentando buscar &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;biografias&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;. O mais interessante é o leitor perceber esses liames ao ler a história musical brasileira, reconhecendo suas pontes "reais" emaranhadas naquilo que não sabe se real foi (e o que &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;?). O que mais interessa, de fato, é a pincelada, sempre irônica, do narrador, quando se refere à personalidade de cada um desses seres que passam pela História, demonstrando, com isso, a força da narrativa, da construção romanesca:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: normal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;"(...) A qualidade do toque de Fortunato fará falta nas tocatas, mas sua presença, coitado, nem tanto, sempre foi esmorecido." &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;(p.155)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Romance com grandes revelações. Romance que, ao fecharmos a última página, nos deixa diante de um amplo salão escuro, repleto de perplexidades, e ao mesmo tempo de felicidade, afinal só a arte sabe conjugar tão aparentes dissonâncias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Fazendo uma analogia com a música, ao virarmos a última página desse livro internalizamos o conselho de Rosália, que aprendeu do mestre Almiro: se queremos cantar devemos "soltar a voz". E, como diz o narrador, "Sempre de olho aberto - o longe que o olhar alcance, a voz irá."(p.150)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Solto pois, agora, a minha tímida voz. Na voz afinada de Rosália. Na voz afinadíssima de Maria Sampaio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;*SAMPAIO, Maria Guimarães. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Rosália Roseiral&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;. Rio de Janeiro: Record, 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-3922590465251973752?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/3922590465251973752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/01/resenha.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3922590465251973752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3922590465251973752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2009/01/resenha.html' title='rosália roseiral, resenha'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-4780826596717911979</id><published>2008-12-19T17:22:00.003-03:00</published><updated>2008-12-19T17:27:47.280-03:00</updated><title type='text'>cultura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold; "&gt;Há algumas semanas minha amiga ANINHA FRANCO publicou na revista Muito um texto que muito apreciei. Outro dia tentei pegar no sítio do jornal, já não encontrei. Pedi, a Poeta me enviou e ó ele aí. Gostaria que meus e-amigos lessem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;A Tarde – Revista Muito – Aninha Franco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;O Brasil tem três capitais, a de fato, na Av. Paulista, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;em São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;; a de direito, em Brasília; e a oral, a Rede Globo. Desde que a Bahia perdeu o posto de capital da Colônia pela necessidade de escoamento do ouro das Minas Gerais através do porto do Rio de Janeiro, a nossa tendência é ser a capital da cultura, um negócio tão rico quanto o da cana-de-açúcar, se houver produção e engenho. Nossos artistas são motores de alguns dos movimentos artísticos mais importantes do país. Não há bossa nova sem João Gilberto e não há cinema novo sem Glauber Rocha. Sem Milton Santos, o pensamento contemporâneo brasileiro não existe. Olodum, Ilê Aiyê e Timbalada são marcas capazes de produzir o mais vigoroso turismo cultural do país. E no entanto, Salvador nunca recebeu uma secretaria capaz de pensar a diversidade dessa cultura, ou impulsionar seus meios de produção, editoras, estúdios de televisão, gravadoras, etc. Sua realização de cinema é bissexta, seu teatro, há pouco tempo vigoroso, está voltando à produção zero, e se não fora a axé-music, ai, ai, ai, o que seria de nós, Sr. Prefeito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;A sensação, em 2008, é de que fechamos as portas da cidade na quarta-feira de cinzas para abri-las no sábado de carnaval de 2009. Nada de significativo aconteceu nesse período senão as eleições, como se fôssemos um balneário, lugar belíssimo sem vida cultural, porque se cultura é tudo que a espécie humana cria, estamos empenhados, dependendo da natureza, em enfiar peidos em cordões para fazer colares que nunca ficam prontos. Nem têm consumidores. A Secretaria de Cultura do Estado está, como declara, atuando nos municípios mais necessitados. Em Salvador, por onde passou com seus assessores, não nasceu mais relva. Podemos aproveitar este início que, precisamos criativo, para engendrar a secretaria municipal de cultura, com um secretário escolhido pelos (poucos) artistas que ainda moram na cidade, porque a maioria se foi, fugindo da seca. Podemos instalá-la no Pelourinho, nos imóveis que seriam ocupados pela secretaria estadual que não tem porque permanecer em Salvador já que não atua para ela, e pode ser transferida, perfeitamente, com seus 500 funcionários, para um dos 416 municípios do Estado, com um PIB adequado à sua produção. Lajedão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;Quem sabe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial Narrow'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-4780826596717911979?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/4780826596717911979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/12/cultura.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4780826596717911979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/4780826596717911979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/12/cultura.html' title='cultura'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-3153555096216032153</id><published>2008-11-28T10:46:00.027-03:00</published><updated>2009-01-29T15:18:59.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revista da bahia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotógrafos baianos'/><title type='text'>passeio entre singular e plural (mgs)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#663366;"&gt;Escrevi o artigo por encomenda da "Revista da Bahia" &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;em abril de 2006&lt;/span&gt;. Acabou um governo, entrou outro que acabou com a revista. Como acabou o "Prêmio Jorge Amado" e tanta coisa mais. Cultura?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;passeio entre singular e plural&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um texto sobre fotografia baiana – ou fotografia na Bahia? &lt;em&gt;Diferença faz? Muita diferença faz / entre lutar com as mãos / ou abandoná-las para traz&lt;/em&gt; &lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=416060658949829988#_edn1" name="_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Grupo de Fotógrafos da Bahia não existe mais. Alguns dos participantes já não lutam com as mãos sequer disparando o obturador. Outros estão de calo nas mãos. Olhares vivos, ativos.&lt;br /&gt;Depois de oito anos de trabalho, nós, quatro remanescentes&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=416060658949829988#_edn2" name="_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, conseguimos a edição de um livro sobre a fotografia na Bahia, abrangendo o período 1839-2000. Nem sabemos o que foi mais difícil: a pesquisa ou o patrocínio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-bRrQyCI/AAAAAAAAA4U/YC5VUWl44IM/s1600-h/01-+2000c+voltaire+por+AA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273713433228920866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-bRrQyCI/AAAAAAAAA4U/YC5VUWl44IM/s400/01-+2000c+voltaire+por+AA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;foto &lt;strong&gt;aristides alves&lt;/strong&gt;; voltaire fraga em seu laboratório, largo dois de julho, salvador-ba; 1999&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao colocar o ponto final na parte que me coube deste latifúndio –o período 1839-1949, &lt;strong&gt;recebo a notícia da morte de Voltaire Fraga.&lt;/strong&gt; Nada acontece à toa. Voltaire, de repente, ao meu lado, a gracejar como de costume... &lt;em&gt;conheci você antes de nascer! Fotografei o casamento de seus pais&lt;/em&gt;. Posso vê-lo, escutá-lo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A fotografia social é apenas uma vírgula no trabalho dele. O acaso o faz fotógrafo. Trabalha em jornal, mas não lida com reportagem ou fotografia. Vende anúncios. Corre o ano de 1939, cem anos passados desde o primeiro daguerreótipo&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn1" name="_ednref1"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Na rua Chile, uma fotografia da Floresta Negra faz com que Voltaire pare extasiado diante de uma vitrine. É o anúncio de uma máquina fotográfica de negativo 9x12cm. A compra do equipamento, o aprendizado de laboratório. A fase do amadorismo. A profissionalização. Trabalha para órgãos do governo e empresas. “Fotógrafo avulso” autodefine-se. Faz fotografia pessoal, o que não é comum aos colegas da década de 40.&lt;br /&gt;Conheço uma série de baianas... vendedeiras, filhas e mães de santo. A saia comprida, o chinelinho, o xale, o torço – ou grande chapéu de palha. Tabuleiros redondos e sextavados. O cesto, o mocó. Ruas, ladeiras, feiras, praças. O branco, o estampado. Passa Barra, Bonfim, Rio Vermelho, Ribeira, Água de Meninos. Uma aqui sentada rodeada de panelões de barro, outra sobe a ladeira com tabuleiro e banco na cabeça, cruzeta no braço. Vendem&amp;amp;servem caruru, mingau, umbu, cocada puxa, amendoim, amodas. Sobre toalhas imaculadamente alvas, pratos, talheres – a comida é servida. Fogareiros de lata e de ferro. Acarajé, abará, molho de pimenta. Bolinho de estudante. Rolete de cana. Francisca Xangô, Marica Omulu, Silvana Iansã. Em torno, passando, comendo: homens de terno e chapéu, policiais, meninos. Corta quiabo, experimenta farinha. Feijão. Patuás, santos, terços. Samba de roda. Loiça do Recôncavo. Fifós, canecas de flandres. Conheço tudo isto e mais... são fotografias de Voltaire. O preto &amp;amp; branco com todos os tons de cinza colorem a imaginação de quem quer que aprecie tais imagens captadas por um olhar sensível, realizadas e copiadas com perfeição técnica. Uma linguagem particular. Bela.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em mãos do fotógrafo, restou razoável acervo de negativos. A maioria foi perdida em acidente da companhia de águas que inundou seu arquivo-laboratório na rua Tuiuti. Tentou vender seu “tesouro”. Em certo momento, fui convidada a opinar sobre o assunto. Não me furto a repetir aqui um trecho do texto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Visitar Voltaire Fraga, ver e rever suas fotografias é passear no Terreiro de Jesus onde transitava Pedro Archanjo, é passar em frente ao prédio da ‘Bibliotheca Publica’, na Praça Municipal e apreciar, lá em baixo, o velho Mercado Modelo, a rampa do Mercado com os saveiros de Guma e Lívia de Mar Morto, avistar os trapiches onde viviam os Capitães de Areia de Jorge Amado. Ver as fotografias de Voltaire Fraga é tomar o bonde, descer Rio Vermelho de Baixo por dentro da mata, margeando o Dique, onde os muitos barcos de carreira fazem a travessia de passageiros, e seguir... talvez na carona de um jegue do freguês do coco, percorrer a orla da praia por entre os vastos coqueirais para encontrar uma puxada de rede na Armação, as jangadas e pescadores das canções praieiras de Caymmi em Itapuã. Provavelmente, as lágrimas da emoção embaçarão a Barra, os Barris, Itapagipe... solares do centro da cidade. Obras de arte de Presciliano Silva a Carybé. Tendo passado pela lavagem da Igreja do Bomfim, a festa da Ribeira e tanto mais, na festa da Conceição da Praia, os vendedores de caju ou abacaxi e as vendedoras de caranguejos abrirão caminhos para o conhecimento de grandes figuras baianas e célebres visitantes. Anísio Teixeira e ‘sua’ Escola Parque, revolucionando a educação na Bahia, Juscelino Kubischeck, Juraci Magalhães, Otávio Mangabeira, Cosme de Farias, o jovem prefeito Antonio Carlos Magalhães.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Nascido em 18 de junho de 1911, morre em 22 de março de 2006.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-UUGJMhI/AAAAAAAAA4M/wZ9G7hHpPlc/s1600-h/02-+1870+-+IGH+08+wgaensly+cd+arcos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273713313619456530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-UUGJMhI/AAAAAAAAA4M/wZ9G7hHpPlc/s320/02-+1870+-+IGH+08+wgaensly+cd+arcos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-OnFbEGI/AAAAAAAAA4E/MqDxDzXc_To/s1600-h/03-+1998+edvalma+santana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273713215637491810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-OnFbEGI/AAAAAAAAA4E/MqDxDzXc_To/s320/03-+1998+edvalma+santana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;A Pç. Conde dos Arcos vista por &lt;strong&gt;Wlliamm Gaensly&lt;/strong&gt; no final do século XIX - c.1870 (acervo Instituto Geográfico e Histórico-Ba) e por &lt;strong&gt;Edvalma Santana&lt;/strong&gt; na passagem para o século XXI - 1998.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-D_q_J7I/AAAAAAAAA38/iptGvJtg6kI/s1600-h/03-+1998+edvalma+santana.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Caminhando contra o vento / sem lenço sem documento / no sol de quase dezembro&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn1" name="_ednref1"&gt;[4]&lt;/a&gt;, a corveta L’Orientale vem atravessando o atlântico. Jovens estudantes, religiosos, professores. Século XIX, como é costume na Europa, saíram para conhecer as esquisitices do outro lado do mundo. O abade Louis Compte traz o equipamento, os materiais e o conhecimento de como fixar imagens sem uso de pincéis ou papéis nem talento para a pintura ou o desenho. É a fotografia que não nascera como a conhecemos nem recebera tal nome na pia batismal. É única, em chapa de vidro, atende por daguerreótipo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Registra a história o primeiro daguerreótipo “brasileiro” como realizado na Corte, em janeiro de 1840. Há o registro escrito em jornal do dia. Há o daguerreótipo na coleção do Imperador (que se tornou o primeiro fotógrafo brasileiro ao adquirir maquinário e aprender o sistema ainda no começo de 1840). Acontece que, ao sol de dezembro, o navio permanece fundeado na Bahia de Todos os Santos por alguns dias. Disto há registro jornalístico. Não restar imagem captada na Bahia significará que Compte resistiu à nossa luz? Ao mar? Às encostas e suas torres de igrejas? Não creio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estrangeiros anunciam sua arte ao respeitável público. Pelas águas chegam, pelas águas adentram ao recôncavo. Pelas águas partem os viajeiros retratistas. Em museus mundo afora, belas fotografias oitocentistas. Arquitetura. Paisagens. As ditas Vistas. Na coleção Gilberto Ferrez. Na Biblioteca Nacional – Rio de Janeiro. Aqui mesmo... restou quase nada. Nos guardados familiares, poucos retratos daguerreótipos em formosas caixinhas que os arrematam e protegem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9u1GwxKI/AAAAAAAAA3s/q7h4kqGc73o/s1600-h/04-+1867+++AD+goston.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273712669645391010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9u1GwxKI/AAAAAAAAA3s/q7h4kqGc73o/s320/04-+1867+%2B+AD+goston.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Década de 1870: &lt;strong&gt;João Goston&lt;/strong&gt; (atuação na Bahia 1854-1878), coleção Dr. Álvaro Pinto Dantas de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chega o tempo dos estabelecidos. Do Portão da Piedade, descendo São Bento, passando pelo Largo do Theatro, subindo a Direita de Palácio espalham-se os chamados Atelier, Studio ou Caza. Chega o tempo da carte-de-visite. A moda do colecionismo. Álbuns com capa de madrepérola, fios d’ouro, preciosos materiais. É uma riqueza, uma nobreza retratar-se, &lt;em&gt;receber e offerecer “dúzia de retratos meus” em signal de affecto e consideração&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O profissional vende vistas da cidade e ganha muito dinheiro com os narcisos a se perpetuarem na photographia. Os preços são commodos. Antes, só aos muito abonados era dado retratar-se por pintores. É por aí que a fotografia chega à cidade da Bahia. Muito anunciada nos jornais e almanaques&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn1" name="_ednref1"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Sai da capital pelas águas da baía, pelos rios vai às cidades do Recôncavo. Em lombos de burro, chega a Feira de Santana, se encaminha ao sertão, à Chapada. Lá vai o final do XIX, entradinha do XX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira década do XX traz novidades. Mudanças nos nomes das ruas da cidade, chegada do primeiro automóvel. O sistema ou arte fotográfica vigora. Não se nota evolução na linguagem, é muito retrato mesmo. Das tomadas de vistas são raros os encontros de originais, porém começam a circular os cartões postais litografados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Novos fotógrafos se estabelecem. Alguns de atuação meteórica. Muitos dividem a atividade com as artes plásticas. Outros começam a reportagem – quem sabe puxados por Flávio de Barros que fora à Guerra de Canudos, mas que teve de render-se aos retratos de studio e com quem perdemos contato ao final dos anos dez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o advento do clichê&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn2" name="_ednref2"&gt;[6]&lt;/a&gt;, a fotografia agora está em revistas, daqui a pouco em jornal, além da febre dos cartões postais. Já se nota e anota a presença de fotógrafos amadores – ricos registros das grandes cheias do rio Paraguaçu inundando Cachoeira e São Felix. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;----------&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A desfiguração da cidade da Bahia se inicia com o furor destrutivo do primeiro governo Seabra, apoiado pela Igreja na figura do Arcebispo. &lt;strong&gt;Lá se vão os templos. Ajuda. São Pedro Velho&lt;/strong&gt;. Os beneditinos, aliados ao clamor do povo baiano, salvam seu mosteiro. Vinte anos de luta do poder versus povo que &lt;strong&gt;não é capaz de evitar a derrubada da Sé (1936).&lt;/strong&gt; O Gabinete de Identificação cuida de registrar. Os governadores contratam profissionais que os fotografam em viagens de trens, inaugurações, exposições de produtos. Nessa época, é de praxe a família baiana registrar sua existência passando pelos studios fotográficos. O bebê nuzinho, criança com brinquedo, a primeira comunhão. A formatura. O casamento. O luto. Tudo devidamente “ilustrado” por fundos cenográficos dentro do atelier. Com a obrigatoriedade do documento de identificação no final dos anos trinta, proliferam “os fotos” a fazer 3x4. Dos trinta aos finais dos quarenta, transição, conturbação. Guerra mundial. Golpe no Brasil. Ditadura. A fotografia esmorece com as dificuldades de importação de equipamentos e insumos. Até a ortografia é mexida, a photographia agora é fotografia. Se o fotojornalismo vai caminhando aos trancos e barrancos “o foto” vai indo bem-obrigada! O 3x4 para documento, a primeira comunhão cenarizada pela pintura do Sagrado Coração de Jesus, os pequeninos com seus tambores, bolas, bonecas, tapetes e almofadas e flores para os noivos... Algo interessante a notar, os cartões postais em cópia fotográfica são encontradiços nas décadas de 30 e 40.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9nHvmFGI/AAAAAAAAA3k/JhrMyS1T7Wg/s1600-h/07-+1935+postal+farol+da+barra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273712537209541730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9nHvmFGI/AAAAAAAAA3k/JhrMyS1T7Wg/s400/07-+1935+postal+farol+da+barra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 1935 e 1942. Barra e Itapuã. &lt;strong&gt;Autoria desconhecida&lt;/strong&gt;. Cartões postais em cópia fotográfica. Coleção Maria Guimarães Sampaio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9g9D0cXI/AAAAAAAAA3c/TA6Sit1BuKA/s1600-h/08-+1942+postal+itapu%C3%83%C2%A3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273712431262364018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9g9D0cXI/AAAAAAAAA3c/TA6Sit1BuKA/s400/08-+1942+postal+itapu%C3%A3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vamos chegando aos contemporâneos. Voltaire Fraga, vimos lá no começo do texto começou em 1937 e atuou até 1977. Pierre Verger aportou na Bahia em 1946. Gervásio Baptista. Anízio Carvalho. Vavá. Silvio Robatto, ainda menino, começa a fotografar e fazer laboratório em 1948&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9ZJ7TbjI/AAAAAAAAA3U/9Ne4i-U2Xj8/s1600-h/09-+1948+silvio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273712297277353522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9ZJ7TbjI/AAAAAAAAA3U/9Ne4i-U2Xj8/s400/09-+1948+silvio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt; foto &lt;strong&gt;silvio&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;robatto&lt;/strong&gt;; salvador-ba; 1948; col. MGS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9QdMvWgI/AAAAAAAAA3M/4KQDVJrHaUQ/s1600-h/10-+1948+bonfim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273712147831937538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9QdMvWgI/AAAAAAAAA3M/4KQDVJrHaUQ/s320/10-+1948+bonfim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;1948. Bonfim. Foto&lt;strong&gt; lambe-lambe&lt;/strong&gt;. Col. MGS&lt;br /&gt;2002. Bonfim. Polaroyd de &lt;strong&gt;seu Roque&lt;/strong&gt; (original cor). Col. MGS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9Ji-MEDI/AAAAAAAAA3E/z-QiHvrgdcM/s1600-h/11-+2002+bonfim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273712029122433074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 312px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_9Ji-MEDI/AAAAAAAAA3E/z-QiHvrgdcM/s320/11-+2002+bonfim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;----------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;Lembro a tiavó Tayói zangada ao responder se lhe perguntam a idade: duzentos anos! Penso: a memória de minhas leituras e pesquisas me faz ter duzentos anos, é como se houvesse vivido esta conversa da photographia à fotografia aqui anotada. Agora sigo com a memória do vivido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8-1mUtoI/AAAAAAAAA28/mRpn2oNjajU/s1600-h/12-+1984+grupo+fot%C3%83%C2%B3grafos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273711845144049282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8-1mUtoI/AAAAAAAAA28/mRpn2oNjajU/s400/12-+1984+grupo+fot%C3%B3grafos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;1984. Casa FotoViva, Grupo de Fotógrafos da Bahia e alunos. Da esquerda para a direita, em pé: Rino, Célia, Saturnino, Manu, Maria, Aristides; sentados: Luís Henrique, Bel, Juju, ?, Rogério, Koká. Foto &lt;strong&gt;no automático preparado por Aristides.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dos meus colegamigos fotógrafos creio que são poucos os que vieram do amadorismo. Adenor Gondim e Claude Santos, filhos de fotógrafos, decidiram pela carreira. Isabel Gouvêa estudou em faculdade (São Paulo) para ser fotógrafa. Célia Aguiar e Bauer Sá trabalhavam no Pólo Petroquímico, decidiram abandonar a burocracia certa pela incerta fotografia que deu certo. Ieda Marques, o clique mais rápido do oeste baiano. Aristides Alves deixou as Minas Gerais para trás, veio ser fotógrafo na Bahia. Meu mestre Rino Marconi quis sempre ser fotógrafo, até estudou jornalismo, hoje é psicanalista! Renato Marcelo, Luciano Andrade, Antonio Saturnino, os Arthus: Viana e Ikissima. Marisa Viana. Edvalma Santana: da filosofia à fotografia. Antonio Olavo, Marco Aurélio, Xando Pereira, Manu Dias, Fernando Vivas, Rejane Carneiro. Os jovens Alessandro Macedo, Sora Maia, Alice Ramos. Arquitetos são Koká, Silvio Robatto, Jamison Pedra. Como nossos pioneiros do século XIX, César Romero, Juarez Paraíso e Edgard Oliva transitam entre as artes plásticas e a fotografia. Mariozinho (Cravo Neto), desde menino de rolleyflex em punho, é o nosso internacional fotógrafo. Nomes agora me escapam. Vamos lá... não se exija tanto de uma memória de duzentos anos – mesmo que ela seja real de 58.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu vim do amadorismo. Cercada de amadores por todos os lados. Meu pai e seu tio João, os irmãos e cunhados de minha mãe, que, provavelmente, viam em meu irmão homem o próximo retratista, mas ele me deu todas as câmaras ganhas. Ainda dentro da família, que por ela passou, Rino Marconi, aí, sim, profissionalizei-me com seu incentivo e ensinamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em nossa geração, embora alguns tenham cursado a então Escola de Jornalismo da UFBa, ainda somos autodidatas. Talvez por conta disso, por conta dos erros&amp;amp;acertos, tenhamos sempre, capitaneados por Aristides Alves numa ponta e Rino Marconi em outra, nos preocupado com a formação. Que não acaba nunca. &lt;em&gt;Quanto mais a gente ensina mais aprende o que ensinou&lt;/em&gt; &lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn1" name="_ednref1"&gt;[7]&lt;/a&gt;. Por aí fomos ou viemos, coordenando, realizando cursos e oficinas. Trouxemos pessoal de fora para nos atualizar ou ensinar. Passamos experiências e técnicas para os mais novos. A preocupação com o reconhecimento da profissão e do direito autoral, o crédito obrigatório junto à fotografia publicada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A criação e realização da Fotobahia é obra de Aristides Alves. Creio que, nos primeiros anos, ele a carregou nas costas sozinho. Depois é que nós outros fomos nos achegando, agregando e dividindo idéias, ideais, realizações. As mostras, no foyer do Teatro Castro Alves, são acompanhadas de catálogo que publica fotos, sempre com um texto de abertura importante. História, profissão, direito autoral etc. Realiza-se paralelamente o Encontro de Fotógrafos. Seminários, como &lt;em&gt;Fotografia: a questão profissional e cultural&lt;/em&gt;. Oficinas, como a de &lt;em&gt;fotojornalismo 24 horas na vida de Salvador&lt;/em&gt;, coordenada por Nair Benedicto. Mostra de audiovisuais e bons debates geradores da atuação do Grupo no correr do ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em dois momentos, a Fotobahia se mostra diferente do tradicional. Integrada à SBPC no Campus de Ondina da UFBa, depois, na Feira de Cultura Brasileira, no MIS-São Paulo. Tenta-se sempre a itinerância, conseguida um ano para Porto Seguro e outro para Aracaju, quando levamos a mostra à Universidade Federal de Sergipe com apresentação da FotoViva e fotovarais, audiovisiuais e debates no Campus Universitário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_85JvC1ZI/AAAAAAAAA20/RZydnhbxMHY/s1600-h/13-+1983+lata+fotogr%C3%83%C2%A1fica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273711747470120338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_85JvC1ZI/AAAAAAAAA20/RZydnhbxMHY/s400/13-+1983+lata+fotogr%C3%A1fica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;Foto com &lt;strong&gt;lata&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;fotográfica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rino Marconi envereda pela fotoeducação com meninos do Pelourinho (pobre e degradado). Depois, em bairros periféricos. Em sua pequena moradia nas Ubaranas, monta laboratório e inicia a FotoViva. O Grupo se entrosa e acredita tanto no que pode fazer que Rino se muda para um espaço maior e unidos trabalhamos a todo vapor na &lt;strong&gt;Casa FotoViva&lt;/strong&gt;. É como se o Grupo de Fotógrafos da Bahia agora possuísse uma casa. Multiplicam-se os encontros, oficinas de Fotoviva onde, “brincando” com papéis e químicos, se redescobre o princípio da fotografia, “fabricam-se” latas fotográficas e &lt;span style="color:#660000;"&gt;“mete-se a cabeça na caixa” a ver o mundo de cabeça para baixo e excitar-exercitar a criatividade, a invenção&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No verão, Manu e Koká inventam e coordenam a exposição &lt;em&gt;Retratos da Praia&lt;/em&gt; e lá vamos nós expor em uma barraca na Boca do Rio. No meio do ano, quando os moradores do Rio Vermelho lutam para que a Fábrica seja transformada em espaço cultural, o Grupo de Fotógrafos da Bahia participa, com &lt;em&gt;exposição ambulante, da Danceata da Fábrica&lt;/em&gt; a percorrer o bairro, clamando contra a derrubada da Fábrica. Hoje... supermercado, posto de gasolina e lanchonete!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trouxemos &lt;strong&gt;Cláudio Feijó&lt;/strong&gt; com a oficina &lt;em&gt;Descolonização do Olhar&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Guilherme Fracornell&lt;/strong&gt;, para nos ensinar &lt;em&gt;Técnica de Laboratório Preto &amp;amp; Branco&lt;/em&gt; e, a partir daí, muitos fotógrafos baianos aprofundam seus estudos, especializam-se em cópias de permanência. Há quem pense que os nativos não se interessam por tais especiarias. Atentos, reunidos assiduamente na Casa FotoViva, mostramos uns aos outros nossas fotografias, os trabalhos de laboratório. Brigamos entre nós e brigamos pelos tons de cinza do branco ao preto. Quão salutar é discutir, procurar, encontrar! Crescer. Continuar. Repassar. Aplicamos curso básico de formação. Edvalma Santana e Holanda Calvacante, duas fotógrafas que ali se iniciaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Fotobahia vai ao Museu. Exposição, encontro de fotógrafos, mostra de audiovisuais e palestras (fotojornalismo, fotobublicidade e fotografia&amp;amp;educação) acontecem do Museu de Arte da Bahia. O catálogo publica &lt;strong&gt;“Carta aberta entregue à Fundação Cultural pelo grupo de fotógrafos da Bahia em 23-5-83”.&lt;/strong&gt; Nela, o Grupo de Fotógrafos da Bahia apresenta considerações sobre a realidade cultural da fotografia, solicita espaço e verbas para a fotografia e &lt;strong&gt;“se coloca à disposição da Fundação Cultural para discussão e realização da proposta”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Verdade é que, após reuniões e discussões com a direção, a FCEBa estabelece uma “divisão de fotografia” dentro do Departamento de Imagem e Som que cuidaria de assumir as prioridades propostas pelo Grupo. Nem mel, nem cabaça. A “Divisão” dividiu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No interregno de paradeiro, aceitamos o convite para organizar uma exposição entre as comemorações de vinte anos do Desenbanco. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;“Fotógrafos em 20 anos é muito mais do que uma mostra. É uma homenagem do Desenbanco aos fotógrafos baianos que mais se destacaram na arte de fotografar nas duas últimas décadas. Profissionais que fizeram de seu trabalho um documento expressivo do cotidiano, uma renovação estética e um estímulo à experimentação. Dessa forma, a exposição permite a avaliação e documentação histórica da fotografia na Bahia”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Como escreveu Raimundo Moreira.&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn1" name="_ednref1"&gt;[8]&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#006600;"&gt;Além dos fotógrafos que iniciaram carreira a partir de 1966, os homenageados, “Silvio Robatto, com suas fotos artísticas, Vavá, com seus retratos, Anízio Carvalho com suas foto-reportagens e Voltaire Fraga, com suas criativas invenções e inovações técnicas.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assembléia de fotógrafos, em 1987, vota e indica ao novo presidente da Fundação Cultural uma fotógrafa para assumir a divisão de fotografia. Assumo a função. Com Célia Aguiar –já fotógrafa da casa, o começo de equipe (acrescida mais tarde de Edvalma Santana e Miro Paternostro). O trabalho. Reunião de fotógrafos para discutir o “plano de vôo”. Não conseguímos trocar oficialmente, porém, desde ali, não mais nos referimos à “Divisão de Fotografia”. Além de assemelhar-se à nomenclatura militar, divisão... divide! Queríamos um trabalho de união. Queríamos uma política cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8vYNH7jI/AAAAAAAAA2s/HogWkuqUCoI/s1600-h/14-+1989+nov-dez+boletim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273711579555687986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 364px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8vYNH7jI/AAAAAAAAA2s/HogWkuqUCoI/s400/14-+1989+nov-dez+boletim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;1989. Boletim do Núcleo, N.24, nov-dez com foto de&lt;strong&gt; Ieda Marques&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim, o Núcleo de Fotografia orienta-se por um projeto que atribui aos anos ímpares formação e informação, aos pares exposição com a Bienal Fotobahia. Promove oficinas como &lt;em&gt;Primeiro Olhar, De Retoque, Descondicionamento do Olhar, Espaço Cênico, Leitura Crítica da Imagem, Fazendo Audiovisual,&lt;/em&gt; dentre outras. Mensalmente, realiza a &lt;em&gt;Terça-Fotográfica&lt;/em&gt;, debatendo temas como mercado de trabalho, fotografia e criação gráfica, formação de preço, direito autoral, preservação; projetando audiovisual (apóia o fotógrafo com a montagem em syncrotape); apresentando relatos de experiência, como o fez Rino Marconi sobre fotografia &amp;amp; educação ou Margarida Neide sobre fotografia &amp;amp; esporte; o &lt;em&gt;Fotovaral.&lt;/em&gt; A freqüência média é de 40 pessoas, pulando para 100 e mais quando há mostra de audiovisual. O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Boletim do Núcleo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dá conta do trabalho interno e externo; registra as mostras de audiovisuais, debates e mesas redondas; mantém “espaço aberto” para publicação de textos e críticas dos fotógrafos; divulga exposições e demais acontecimentos fotográficos na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8ky_foxI/AAAAAAAAA2k/lapeuFL9NeU/s1600-h/15-+1988+marco+aur%C3%83%C2%A9lio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273711397767717650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8ky_foxI/AAAAAAAAA2k/lapeuFL9NeU/s400/15-+1988+marco+aur%C3%A9lio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;1988. Foto de &lt;strong&gt;Marco Aurélio Martins&lt;/strong&gt; exposta na I Bienal Fotobahia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;primeira Bienal Fotobahia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, Miro Paternostro mapeou os dois andares do Solar do Unhão e os selecionados receberam espaço para montar a sua mostra. Em painéis ou instalações. Edvalma Santana traz uma carcaça de carro para mostrar os seus Anjos Urbanos; Ieda Marques monta uma armação de pau-a-pique para expor as Cozinhas; em um labirinto estão os movimentos de luz de Marco Aurélio Martins; entre panôs e tules as mulheres com intervenção pictórica de Alba Vasconcelos. Ao lançarmos o regulamento da II Bienal, mais uma troca de direção na FCEBa. Assumira o Núcleo por indicação democrática, erradamente aceitei convite para direção do Departamento de Imagem e Som. Rapidamente senti a impossibilidade de trabalhar com o novo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola de Belas Artes da UFBa, sob períodos de direção de Márcia Magno e Juarez Paraíso, realiza quatro ou cinco edições do Salão Nacional de Arte Fotográfica da Bahia, com publicação de catálogo, cursos e seminários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a reforma da Biblioteca e renovação da Sala Walter da Silveira, no depis, dirigido por Walter Lima, nasce a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Galeria Pierre&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Verger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sob a coordenação de &lt;strong&gt;Célia Aguiar&lt;/strong&gt;. Entre as muitas exposições realizadas, a de &lt;strong&gt;Voltaire Fraga&lt;/strong&gt; que retorna ao laboratório, mantido mesmo depois de “aposentado”. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O quase desconhecido fotógrafo baiano de nome francês, em sua primeira e única exposição individual, na Galeria que leva o nome do fotógrafo francês que se fez baiano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Período de reencontros e atividades na Imagem e Som, que depois recebe &lt;strong&gt;Aristides Alves&lt;/strong&gt; na gerência de fotografia, tentando, junto com Célia Aguiar, retomar o movimento fotográfico. Momento esperançoso que não durou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Meu compadre disse que conheço pouco o trabalho do jovem Marcelo Reis com a Casa da Fotografia por conta de meus duzentos anos a atrapalhar a subida dos degraus da casa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;-----------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8cG_EGlI/AAAAAAAAA2c/jQI8cpdf9ho/s1600-h/16-+1985+bonfim+ft+celia+aguiar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273711248515799634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_8cG_EGlI/AAAAAAAAA2c/jQI8cpdf9ho/s400/16-+1985+bonfim+ft+celia+aguiar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#666666;"&gt;1985. Lavagem do Bonfim. Foto &lt;strong&gt;Célia Aguiar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Se um retrato tu me deste / foi zombando tu disseste / do amor que te ofertei / e eu em lágrimas desfeito / quantas vezes junto ao peito / o teu retrato conservei&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_edn1" name="_ednref1"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;. &lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Grupo de Fotógrafos da Bahia existe dentro de cada um de nós que aprendeu-viveu mais além do fotografar: realizar, pensar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;---------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;notas&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=416060658949829988#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; João Cabral de Melo Neto in Morte e Vida Severina (de memória)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=416060658949829988#_ednref2" name="_edn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Adenor Gondim, Aristides Alves, Célia Aguiar, Maria Sampaio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Primeiro sistema divulgado do que veio a ser fotografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Caetano Veloso in Alegria, Alegria (de memória)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Anuário publicado apresentando informações sobre a monarquia (depois república), comércio, correios e transportes, calendários com santos e luas, etc mais anúncios e o indicador profissional (médicos, ourives, douradores, sapateiros, professores, retratistas). Cerca de 1854 a rubrica é subdividida retratista pintor e retratistas a daguerreotypia. No correr dos anos surgem as rubricas retratistas a electrotypo, retratistas a ambrotypo, retratistas a halotypo e em 1863 os retratistas a photographia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref2" name="_edn2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Placa de metal, geralmente zinco, gravada fotomecanicamente em relevo, obtida por meio de estereotipia, galvanotipia ou fotogravura, destinada à impressão de imagens e textos em prensa tipográfica (houaiss)- data de 1872 mas seu uso na Bahia se faz sentir no sec.XX &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Jorge Portugal in letra de Filosofia Pura, música de Roberto Mendes (de memória)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt; Presidente do Desenbanco – in catálogo, 1986&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=416060658949829988&amp;amp;postID=3153555096216032153#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt; Cândido das Neves in Rasguei o teu retrato (de memória)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;-------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;bibliografia&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Boletim do Núcleo. Salvador, Núcleo de Fotografia da FCEBa. Set.1987 a jan.1990&lt;br /&gt;Catálogos Fotobahia. Salvador, Grupo de Fotógrafos da Bahia. 1978 a1984&lt;br /&gt;CatálogoFotógrafos em 20 anos. Salvador, Desenbanco. 1986&lt;br /&gt;Catálogos Salão de Arte Fotográfica da Bahia. Salvador, Escola de Belas Artes da UFBa. 1992 a 1995&lt;br /&gt;Sampaio, Maria Guimarães. Da Photografia à Fotografia 1839-1949. Inédito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-3153555096216032153?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/3153555096216032153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/passeio-entre-singular-e-plural-mgs.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3153555096216032153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/3153555096216032153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/passeio-entre-singular-e-plural-mgs.html' title='passeio entre singular e plural (mgs)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SS_-bRrQyCI/AAAAAAAAA4U/YC5VUWl44IM/s72-c/01-+2000c+voltaire+por+AA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-1405032010944630911</id><published>2008-11-20T09:35:00.009-03:00</published><updated>2008-11-27T09:01:53.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prêmio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>el-vira (maria guimarães sampaio)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVgyY3C6BI/AAAAAAAAA0U/Bq3RxApKS9Q/s1600-h/04+tieta.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Cheia de alegria por ter sido uma das cinco ganhadoras do prêmio literatura na &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Talentos da Maturidade - Banco Real&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; publico aqui o conto El-Vira. Foram cinco mil e poucos inscritos na categoria... é gente como um corno!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaO_pIk5I/AAAAAAAAAzs/zmatYakdgK4/s1600-h/04+tieta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270718152555664274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 87px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaO_pIk5I/AAAAAAAAAzs/zmatYakdgK4/s200/04+tieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Odiosvaldo fechou o livro plaft. Coçou o saco. Cuspiu por cima daquela gradita de merda, naquela varandica de nada, ficou ali debruçado &lt;em&gt;— por que ainda teimo em ler esses gringos? Queria ver Maigret era aqui, na polícia baiana. O que a gente tem por aqui é só presuntão desovado pelos colegas. Crime que se preze é logo abafado, é assassinato de bacana. Não gosto nem de lembrar meu afastamento pra não elucidar o caso daquelas crianças na Paralela. Também... um sujeito como eu, o próprio nome já é um erro! Essa vontadesinha me corroendo. Largo a polícia. Vou ser detetive particular. Detetive particular? Eu? Aqui na Bahia? Pra pegar ladrãozinho em loja na Baixa dos Sapateiros? Pra seguir mulher de corno e fazer flagra?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Calor, calorão. Nem &lt;/span&gt;&lt;a name="PVW"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;frescorola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; pra balançar as folhas da amendoeira do pátio. Em sombra mínima de resto de banco de alvenaria a cachorra dormindo. Vai se assanhar toda quando Odiosvaldo assoviar e arremessar algum de-comer. Os prédios mudos-calados em volta daquele pátio de conjunto residencial do BNH. Quem não foi pra praia tá recolhido. Um calorão da porra. O pátio vazio. Nem menino se atreve enfrentar tanto calor. Melhor assistir TV. Ventilador de teto zum em cima da cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;El-vira sem mais nem que levanta a cabeça, apruma as orelhas. Odiosvaldo, nem assoviara, fica atento — adora a El-vira Lata, conhece a inteligência da bicha — alerta os próprios sentidos: olhos varrendo bancos, árvores, gretas do pátio (agora verdadeira praça municipal) na dificuldade de avistá-lo inteiro e de uma só vez. &lt;em&gt;Por que esse vício? Por que essa esperança? Só pode ser vício isto dentro de mim, procurar suspeitos, seguir pistas. Que suspeitos? Pistas do que? Esperar algo que nem mesmo sei. El-vira está assustada. Minha sina é a 7a. DP, punguistas, descuidistas, assassinatos baratos. Culpados às claras, à vista. Nenhum mistério. Nenhuma herança. Disputa? Só por ponto de droga, ninguém reclama o morto. Matam-se e vingam-se entre si.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Ouvido de Odiosvaldo não escutara som. O susto. El-vira num salto numa carreira sumindo do outro lado do pátio. Agora o som entrando pelos sete buracos da sua cabeça. Restos do banco de alvenaria, nem restos mais. Caco de tijolo e reboco por todo lado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaPEsQxjI/AAAAAAAAAz8/Md9Q5eQvJSU/s1600-h/04+tieta.jpg"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270718153910961714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 111px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaPEsQxjI/AAAAAAAAAz8/Md9Q5eQvJSU/s200/04+tieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;A sala esquálida. Mesa e quatro cadeiras. TV. Som. Quarto cama de casal armário três portas. Outro quarto estantes de tábuas e tijolos. Cadeira preguiçosa de lona vagueia pelo apê. Quase sem caber na varandica. Espremida entre os livros tábuas tijolos. Frente a TV. Odiosvaldo gordote, esconde na sua aparência suarenta a limpeza imaculada da casa. Dona Tartaruga limparruma, serve-lhe cama mesa banho por mísero salário calorosos beijoabraços. Mulher de nome tão lindo. Ele, enquanto não trocou o nome dela não acertou a convivência. &lt;em&gt;Não creio. Não acredito na casualidade contada por meu pai. Ele queria ver minha mãe abortar. Quis me perder. Não queria me registrar. Vem com essa conversa de Ólter. Besta para acreditar? Outro! Não eu. O escrivão: Ó o que? — Ólter! — como? E meu pai a soletrar Ó, de Osvaldo, L, de Luís... Mentira mais descarada. Como posso chamar a empregada por nome tão mavioso carregando meu estrupício? Ela é minha tartaruguinha linda.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Vem cá minha Tartaruguinha linda, vem minha cozinheira de Nero Wolf. Vem... estou cansado do susto de El-Vira, vamos gostosear um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaO5o3x1I/AAAAAAAAAz0/dPSP_DseJdQ/s1600-h/04+tieta.jpg"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270718150943950674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 96px; CURSOR: hand; HEIGHT: 114px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaO5o3x1I/AAAAAAAAAz0/dPSP_DseJdQ/s200/04+tieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; Bem comido pelo xoxotão de dona Tartaruga, bem merendado das outras guloseimas das mãos de fada de seu bem-querer, o dia indo embora, a fresca da noitinha chegando, Odiosvaldo, relaxado, assovia El-Vira — branca, manchas vermelhas, orelhões pendentes, pelagem longa das pernas e do rabo esvoaçando na carreira da alegria. Hoje Odiosvaldo nem jogou a comida lá de cima. Desceu, afagou, brincou com El-Vira, deu o de-comer e instintivamente foi examinar os cacos de tijolo e reboco. Não teve dúvidas antes, muito menos agora. A bala dun-dun ali, estilhaçante e estilhaçada. O monturo. El-Vira olhos fixos no amigo, em seu modo cachorral, a dizer: &lt;em&gt;Escapei amigo, seria minha sendo sua&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaOi_mdGI/AAAAAAAAAzk/YStxwej6qqk/s1600-h/04+tieta.jpg"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270718144865268834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaOi_mdGI/AAAAAAAAAzk/YStxwej6qqk/s200/04+tieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; O quebra-luz aceso, lâmpada forte. A cadeira-preguiçosa na porta da varandica. &lt;em&gt;Vem El-Vira, de hoje em diante essa cadeira é sua, quando eu estiver na rua. Eu aqui, você nos meus pés. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Desceu. Atravessou o pátio. Saiu pelo “corte”, caminho torto encontrado riscado pelos molóides numa falha do construtor de conjunto de BNH. Caminho que não é o seu. Pacientou o dia todo, chegou por trás da banca na hora certa do cara estar ali. O cara! Aquele! Odiosvaldo botou o sujeito atrás da grade depois de investigação perfeita de primeiro mundo, digna de Maigret. O sacana nem foi a julgamento, capanga de bacana. Libertado, jurou Odiosvaldo. &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Odiosvaldo nem precisava ouvir o escutado entre gaitadas. O cara cartando, &lt;em&gt;nem voltei pra não olhar a carniça, sabecumequié... eu até gostava daquela vira lata... o tira gordo que vá se foder... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Se mais tinha a dizer, o sacana não disse — nem soube, El-Vira se mandou a tempo e a contento. O sacana ficou lá estatalado no meio da sangaria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A vitrola ligada, o quebra-luz desligado. Dona Tartaruga sentada ao pé da preguiçosa alisa a cabeça de El-Vira. Odiosvaldo entra calado encosta na gradita de merda, naquela varandica de nada. Coça o saco. Cospe.&lt;em&gt; —Vem cá meus dois bem querer.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-1405032010944630911?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/1405032010944630911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/el-vira.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/1405032010944630911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/1405032010944630911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/el-vira.html' title='el-vira (maria guimarães sampaio)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hSYXbsI-iwg/SSVaO_pIk5I/AAAAAAAAAzs/zmatYakdgK4/s72-c/04+tieta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-1825523486173634799</id><published>2008-11-14T21:41:00.004-03:00</published><updated>2008-11-27T08:59:32.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alípio Freire'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><title type='text'>mulheres escritoras no brasil do século 21 (alípio freire)</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Campinas, 20 de dezembro de 2005&lt;br /&gt;Mulheres e literatura no Brasil&lt;br /&gt;Para o jornal Brasil de Fato&lt;br /&gt;Alipio Freire&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;RESENHA&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;Alipio Freire&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Luiz Ruffato, na apresentação do livro que organizou, “30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”, adverte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Quando pensei em organizar uma antologia de contos de mulheres que estrearam a partir de 1990, não fazia idéia do mundo que se abriria à minha frente. O que me motivou inicialmente foi um incômodo, ou antes, uma intuição: as páginas dos jornais dedicavam-se a exaltar a explosão de uma geração de talentosos escritores, mas os nomes subscritos, em geral, eram masculinos. Acompanhando de perto esse fenômeno – pois parece tratar-se de um –, sabia haver várias mulheres que por direito pertencem a essa ‘nova geração’ e não eram citadas, talvez por um inconsciente machismo, esse mal que nos persegue a todos, homens e mulheres”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da pesquisa de Ruffato surgiu, em 2004, o “25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira” e, já no ano seguinte, o “30 mulheres ..” que, segundo o autor, poderiam ser 35, 40 ou 50. E embora a maioria das autoras se concentrem na região Sudeste do país (onde por sinal se concentram quase “60% do PIB nacional e 42%” da população), temos mulheres escrevendo em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na trilha aberta por Ruffato que segue este texto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Trataremos de três autoras – Maria José Silveira, Maria Guimarães Sampaio e Márcia Camargos –, mulheres escritoras que estréiam na literatura neste novo século, “sob o signo da maturidade” – para usar a feliz expressão de Márcio Souza sobre o livro inaugural de Maria José Silveira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;Genealogias femininas&lt;br /&gt;para a História do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na constelação de mulheres escritoras, um paralelo é forçoso entre os livros “A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas” (2002), de Maria José Silveira, e “Estrela de Ana Brasila” (2004), de Maria Guimarães Sampaio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Maria José Silveira é uma goiana radicada em São Paulo e Maria é de Salvador-BA, onde permanece. Maria José não conhecia o trabalho de Maria Sampaio e vice-versa e, somente em 2005, Maria Sampaio leu “A mãe da ...” e Maria José, “Estrela de ...”.&lt;br /&gt;Em ambos os livros, acompanhamos a saga de linhagens femininas que se iniciam nas malocas indígenas e nas senzalas brasileiras para desembocarem no terceiro milênio, miscigenadas com o mil povos que aqui aportaram desde 1500. As personagens de uma são, pelo menos, primas de primeiro grau – se não irmãs – das personagens da outra. E as duas escritoras concordam com isto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Maria Guimarães, formada em Arquitetura, é fotógrafa e o “Estrela de Ana Brasila” – que tem como subtítulo “Estória sem compromisso com verdade nenhuma, nem bicho, nem planta, nem gente, nem lugar, nem tempo – nem falares” – marca sua estréia na literatura. Uma bela estréia. O território que demarca para seus personagens é uma ampla região que se desenvolve em torno da cidade de Salvador e terras do Recôncavo. Ainda com o risco de algum reducionismo, podemos dizer que esse livro, ao traçar as estórias de suas mulheres, o faz a partir de um viés fortemente antropológico, com uma atenção especial para as relações que se estabelecem no cotidiano, os costumes, construindo o que José Miguel Wisnik, na orelha de apresentação da obra, classifica de “um quase quilombo polimorfo, intimamente dentro e à margem do Brasil Colônia, em que pretos índios mestiços, só escapados da lógica férrea do mundo escravista pela lógica milagrosa da ficção, constituem um mundo à parte cujas sociabilidades, sensualidades e sexualidades são intuídas com linguagem muito própria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa preocupação se manifesta literariamente com brilhantes registros de falares – vocabulário, gramática e sintaxe – dos estratos mais populares dos diversos tempos&lt;br /&gt;Como João Ubaldo, a cuja geração pertence, sem dúvida, Maria Sampaio – embora de seus ancestrais se diferencie, sobretudo pelo enfoque – é herdeira de uma tradição construída por um conjunto de artistas plásticos e literatos baianos ao longo (fundamentalmente) dos anos 1940 e 1950, como Carybé, Mário Cravo, Jenner Augusto, Dorival Caymmi, Jorge Amado e, entre outros, seu próprio pai, o artista plástico Mirabeau Sampaio, que foram buscar na tradição popular seus temas, seus assuntos e suas linguagens.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;O mundo é o território e a&lt;br /&gt;história política sua matriz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Maria José Silveira – embora antropóloga – construirá seu trabalho “A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas”, também sua obra de estréia (2002), desenrolando, sobretudo, o novelo da história política do país. Suas mulheres retratam a trajetória da dominação e da acomodação ou rebeldia femininas ao longo da Colônia, do Reino Unido, da Independência, do Império, da Abolição, da República, das lutas socialistas no Brasil desde o início século 20. Baseadas em ampla pesquisa (cuja bibliografia consta ao final do livro), as mulheres de Maria José interagem com esses diversos momentos da nossa história que constroem e pelos quais são construídas, na medida das diversas possibilidades. Trabalho de fôlego, tem como território todo o Brasil, sem perder o que há de particular ou específico a cada tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirma Maria Odila Leite da Silva Dias na orelha que apresenta o trabalho, “A autora persegue com imaginação e sutileza os meandros dramáticos de ciclos vitais de mulheres que emergem de conjunturas históricas específicas sem nenhuma sombra preconceituosa de estereótipos femininos, dotadas cada uma a seu modo de personalidades fortes. (...) Com arguta sensibilidade histórica, a autora explora as maneiras diferentes de ser mulher e de amar através dos tempos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se esta foi sua estréia, além de uma série de trabalhos na área da literatura infanto-juvenil e contos como “Felizes e poucos”, que consta do “30 mulheres que ...” organizado por Ruffato, Maria José desde então publicou dois outros romances: “Eleanor Marx, filha de Karl” (2002) e “O fantasma de Luis Buñuel” (2004). Em ambos, como no seu romance de estréia, os personagens se fundem singulares com a história do seu tempo, com a qual interagem. Mas, aqui, o foco já transborda para além dos limites do Brasil: seja a Alemanha e a Inglaterra do século 19 (“Eleanor Marx ...”), seja a Nova York da segunda metade do século 20 (“O fantasma de ...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eleanor Marx, a filha de Karl” é a história romanceada da filha caçula de Marx, tendo como eixo sua infelicidade conjugal. Fernando Nuno, na orelha de apresentação do livro, comenta: “durante os dez meses em que decorre a história narrada do livro até seu desfecho trágico, Eleanor Marx relembra os principais fatos de um momento capital para a compreensão do nosso mundo: a organização dos movimentos operários e socialistas do século XIX. Em meio às recordações da ‘menina que cresceu com O Capital’, avultam as figuras históricas de Karl Marx e Friedrich Engels, os formuladores do comunismo moderno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O fantasma de Luís Buñuel”, um fantasma para toda a História Contemporânea do Brasil, o golpe civil-militar de 1964, entra na vida de um grupo de jovens estudantes em Brasília provocando, de um lado a diáspora mundo afora e, de outro, consolidando laços que os acompanharão para o resto de suas vidas, tendo como pano de fundo as migrações do final dos anos 1950 rumo à nova capital federal que se construía, e o movimento inverso decorrente das escolhas que seriam feitas a partir da ditadura. Os narradores são aqueles estudantes da UNB dos anos 1960, que se revezam a cada dez anos para nos dar conta dos acontecimentos, de suas trajetórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os seus livros, destaca-se um texto fluente e com humor, mesmo que aqui e ali esse humor possa ter um leve travo amargo. Mas essa fluência se manifesta diversificada: desde o tom íntimo e coloquial das cartas que a autora cria para Eleanor (o cuidado desses textos e seu tratamento é tão bem realizado, que mesmo leitores tarimbados pensam estar frente a documentos produzidos pela própria Eleanor), até momentos de força e grandeza épica, como na descrição do massacre dos operários no refeitório da construtora da nova capital, ou da terra vermelha escavada para a construção de Brasília e dos seus trabalhadores ambos em “O fantasma ...”. A força desta última descrição é somente comparável, em nossa literatura, à força de Euclides da Cunha, em sua obra “Os sertões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No território do senso-comum,&lt;br /&gt;um combate a cargo da filosofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Micróbios na cruz” (2005) é a primeira ficção de Marcia Camargos. Nascida em Minas e radicada em São Paulo, Marcia é historiadora, pesquisadora, publicou diversos trabalhos na área da literatura infantil, e é autora do “Villa Kyrial – Crônica da Belle Époque paulistana” – que resultou da sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem de “Micróbios na ...” é uma menina, a “Formiguinha” – que cresce nas décadas de 1950 e 1960, numa família medíocre, relativamente abastada e que professa o culto a valores e verdades fundados nos mais sólidos alicerces do senso-comum. O livro, em primeira pessoa, é narrado pela “Formiguinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, “Não é fácil viver numa casa onde se leva beliscão por qualquer coisa, mau humor de criança ‘é falta de couro’, é preciso economizar em tudo porque ‘ninguém é sócio da Light’, e não se grita porque ‘não moramos em cortiço, o que os vizinhos vão pensar’. Pois é num mundo assim, cheio de ‘não pode’, que cresce ‘Formiguinha’ (...) menina levada e esperta que traça um retrato ao mesmo tempo infantil e crítico do mundo dos adultos”, como afirma a orelha de apresentação do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este retrato ao mesmo tempo infantil e crítico do mundo dos adultos é exatamente o recurso da autora para, através do espanto, demolir um a um os diversos clichês que conformam uma certa pedagogia doméstica hoje transformada em discursos presidenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desse espanto da menina – quase perplexidade – que nasce, que se tece todo o seu (da “Formiguinha”) raciocínio, sua lógica, única maneira de sobreviver e superar a mediocridade que a cerca. É como se distingue (e, em o fazendo, torna-se contraponto que denuncia): levando o que lhe é apresentado às últimas conseqüências da própria lógica com que lhe apresentam o mundo. É esgotando todas as possibilidades das verdades que lhe são oferecidas (clichês – senso-comum), no interior da própria lógica com que são apresentadas (e das contradições que encerram), e da comparação (diálogo) das conclusões que tira de tal mecanismo lógico com a dinâmica da objetividade factual que a cerca, que ela destrói essas verdades. E, é bom que se registre: isto é feito no nível do processo de cognição da menina-personagem, da sua relação com o mundo exterior, o que retira da obra qualquer viés “psicologizante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo outra coisa, e sendo, portanto, ela mesma – insubstituível e inconfundível –, a “Formiguinha” tem parentesco com alguns dos mais ricos e importantes personagens da nossa literatura, pela sua inquietação com o mundo, seu espanto com os disparates e absurdos do mundo adulto e/ou “civilizado”: Emília (Monteiro Lobato) e Macunaíma (Mário de Andrade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, esse livro, cujo viés central se coloca fundamentalmente na área da filosofia – a crítica à ideologia dominante que tem no senso-comum e nos clichês duas das suas mais mortais armas ainda que travestidas de inofensivas e a formação do conhecimento na criança –, nos remete à Simone de Beauvoir do “Memórias de uma moça bem comportada”, ainda que a escolha da narrativa literária seja diametralmente oposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, diga-se de passagem, ler as obras das três autoras aqui apresentadas nos faz sempre lembrar de Simone quando, em sua obra “O segundo sexo”, nos adverte: “Ninguém nasce mulher, torna-se”. E não poderia ser diferente pois, sem sombra de dúvida, direta ou indiretamente, as gerações pós-Segunda Guerra – às quais pertencem as três autoras – foram fortemente influenciadas por seu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a nós, homens, cabe-nos parafrasear e refletir:&lt;br /&gt;Ninguém nasce homem, torna-se.&lt;br /&gt;E por isto, a literatura produzida por essas três mulheres é fundamental para todos nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOX 1&lt;br /&gt;Os livros&lt;br /&gt;Relação dos livros citados, por ordem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira&lt;/em&gt;; Luiz Ruffato; Editora Record; RJ-SP – 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira&lt;/em&gt;; Luiz Ruffato; Editora Record; RJ-SP – 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estrela de Ana Brasila&lt;/em&gt;; Maria Guimarães Sampaio; Editora Record; RJ-SP – 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas&lt;/em&gt;; Maria José Silveira; Editora Globo; SP – 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eleanor Marx, filha de Karl&lt;/em&gt;; Maria José Silveira; W 11 Editores; SP – 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fantasma de Luis Buñuel&lt;/em&gt;; Maria José Silveira; W 11 Editores; SP – 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os sertões&lt;/em&gt;; Euclides da Cunha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Micróbios na cruz&lt;/em&gt;; Marcia Camargos; Companhia das Letras; SP-2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Villa Kyrial – Crônica da Belle Époque paulistana&lt;/em&gt;; Marcia Camargos; Editora Senac; SP-2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Memórias de uma moça bem comportada&lt;/em&gt;; Simone de Beauvoir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O segundo sexo&lt;/em&gt;; Simone de Beauvoir &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-1825523486173634799?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/1825523486173634799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/mulheres-escritoras-no-brasil-do-sculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/1825523486173634799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/1825523486173634799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/mulheres-escritoras-no-brasil-do-sculo.html' title='mulheres escritoras no brasil do século 21 (alípio freire)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-8141053144450668764</id><published>2008-11-14T17:59:00.004-03:00</published><updated>2008-11-27T08:58:58.584-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jaci Bezerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><title type='text'>estrela: romance de gente grande (jaci bezerra)</title><content type='html'>por &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Jaci Bezerra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;poeta pernambucano&lt;br /&gt;(crítica inédita)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais tinha lido um livro assim, como esse de Maria Guimarães Sampaio, Estrela de Ana Brasília. Um livro todo em flor e chama, no qual a romancista recria a vida e o tempo com tão densa e humana intensidade que torna a sua leitura uma fascinante e aprazível aventura do espírito. Não importa que Maria nos diga, brincando, que a sua é uma estória sem compromisso com verdade nenhuma: porque livros como o seu, no mundo de hoje, com o seu poder de sedução e a sua verdade mantém viva em nós a certeza de que os livros,de maneira geral, alheios àqueles que profetizam a sua extinção, continuam a manter inalterado o seu destino de falar, cantar e sonhar nas mãos e no coração dos homens. Talvez porque Maria, cúmplice da poesia e das palavras, possua como no belo poema Legado, de Carlos Drummond de Andrade, o difícil dom de amar o “perdido” a que se referia o poeta mineiro. No caso, não apenas o dom de amar o perdido, como torná-lo visível e sensível à palma da mão. Porque a sua linguagem, plástica além de táctil, nos dá a impressão de que podemos não só vê-la e apalpa-la com os olhos como senti-la e toca-la com os dedos. Por isso mesmo, o livro de Maria Sampaio, com o seu poder de evocação, de tornar visível o que é lembrança e memória, nos atrai e nos seduz com a sua verdade, os seus sortilégios, os seus mistérios, inclusive as suas tragédias. E mais do que isso, o seu poder de fazer do verbo carne. O seu dom, digamos assim, de reconstituir e dar vida a coisas, paisagens e pessoas, como Frutuoso, Prudença, Bastião Cavalo, Estrela, Januaro, Zóio Verde, que andam e respiram nas páginas do seu romance com a mesma naturalidade com que andamos pelas ruas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será outra a razão pela qual o seu livro, uma vez lido, nos habita e nos acompanha com um sereno rumor de tempo e vida. Com seus homens silenciosos e rudes e suas mulheres generosas e sofredoras, amorosas e sensíveis, que cumprem na terra, amorosamente, os seus afazeres e o seu destino de companheiras do homem. Porque elas, do mesmo modo que os homens, e talvez mais, são capazes de fazer o barro amanhecer maduro e luminoso em suas mãos. E de extrair da sua noite úmida e espessa, para moldar com as mãos, objetos de cerâmica utilitária e imagens de santos de beleza inexcedível. Assim como Maria, entrando no reino das palavras, fez da sua memória verbo e vida, construindo com rara sensibilidade os limites de um mundo e uma época que cintilam com o esplendor das coisas longamente amadurecidas e conquistadas Porque as “coisas findas/muito mais que lindas/essas ficarão”, como também escreveu o mestre de Itabira. E como nos mostra esse livro, reconstituindo um tempo, no Brasil, que além de manchado pela miséria da escravidão, reduzia as mulheres ética e sexualmente à condição de coisa. Mas ficará, principalmente, porque a sua autora, fazendo da vida verbo, escreveu um romance que encanta e seduz o leitor. Um romance cativante, que deve ser guardado carinhosamente na estante e carregado pela vida afora, aceso na lembrança e no coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-8141053144450668764?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/8141053144450668764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/estrela-de-ana-brasila-romance-de-gente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/8141053144450668764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/8141053144450668764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/estrela-de-ana-brasila-romance-de-gente.html' title='estrela: romance de gente grande (jaci bezerra)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-771199194221360123</id><published>2008-11-14T17:53:00.004-03:00</published><updated>2008-11-27T09:00:32.349-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quarta capa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Claudio da Silva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Claudio'/><title type='text'>aqui é brasil (josé claudio)</title><content type='html'>por &lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;José Claudio&lt;/span&gt;, pernambucano; artista plástico&lt;br /&gt;quarta capa de estrela de ana brasila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro tem o subtítulo enganoso de “estória sem compromisso com verdade nenhuma, nem bicho, nem planta, nem gente, nem lugar, nem tempo — e nem falares”, e é exatamente o contrário. É uma epopéia a partir de dentro e sem sair do âmbito do gineceu, contada a partir do que as meninas sabem, ou sabiam, do que chegava até elas das ações do mundo dos machos, a que as mulheres são, ou eram, constrangidas. E nesse ser constrangidas, submetidas, terminavam, além de gerar, gerindo tudo, até a língua brasileira. Mas um aviso: tenho horror a “poesia matuta”; não se trata disso.&lt;br /&gt;Já nos havíamos desacostumado de falar com a intimidade da fala que é a única através da qual temos alcance de ir a fundo em nós mesmos desde a pedra lascada de onde viemos quando nos encontramos com europeus e africanos e os estupros de que somos resultado e que ainda não encontramos uma língua para dizer, que nenhuma delas é nossa e a nossa são as que fomos aprendendo ao longo da preação, tapando buracos, língua inventada às pressas a partir de destroços de outras por um lado esquecidas a pulso e por outro impostas “à la diable” duma hora para outra: é nessa língua que Maria Guimarães Sampaio se expressa e conta desde o começo, desde nossos Adões e Evas de todas as cores até os shoppings.&lt;br /&gt;-------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-771199194221360123?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/771199194221360123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/estrela-de-ana-brasila-quarta-capa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/771199194221360123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/771199194221360123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/estrela-de-ana-brasila-quarta-capa.html' title='aqui é brasil (josé claudio)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-8112757416489973032</id><published>2008-11-14T17:43:00.002-03:00</published><updated>2008-11-27T08:56:18.620-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='josé miguel wisnik'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela de ana brasila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelha'/><title type='text'>estrela de ana brasila (josé miguel wisnik)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;orelha por &lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;José Miguel Wisnik&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conheci Maria Guimarães Sampaio em 68, vinda da Bahia com seus olhos verdes rajados e enigmáticos, parecendo Diadorim, como me dizia dela sua prima carnal, que veio a ser minha mulher para sempre. Aprendi a conhecer-lhe a personalidade fortíssima, o temperamento sujeito às chuvas e às trovoadas, para não falar dos raios, revirados em doçuras plácidas e em compartilhadas risadas sem fim. Saboreei-lhe muitas vezes a linguagem toda pessoal e destabocada, cheia de baianias e inventações.&lt;br /&gt;Mas o seu romance me pegou de surpresa. Não sabia que ela poderia levar aquela verve e aquelas fervuras para um lugar fundo, que fosse um descobrimento. Uma mulher tomada de amor e ódio, ao rememorar a sua história conjugal, no cenário de uma Salvador contemporânea, mergulha numa espécie de fantasia ancestral, só aparentemente descolada do presente, que a remete a um mundo de humanidade mestiça perdida nos cafundós da formação colonial brasileira. Não se trata de nenhuma reconstituição histórica. É mais um aflorar de sensibilidades latentes, contidas em laivos de memórias, de estórias familiares, e na própria expressão quase indizível da experiência transvista pela imaginação.&lt;br /&gt;Vai surgindo daí, lenta e difusamente, um quase-quilombo polimorfo, intimamente dentro e à margem do Brasil Colônia, em que pretos índios mestiços, só escapados da lógica férrea do mundo escravista pela lógica milagrosa da ficção, constituem um mundo à parte cujas sociabilidades, sensualidades e sexualidades são intuídas com linguagem muito própria.&lt;br /&gt;Como acontece às vezes na literatura, esse Brasil subtraído de si mesmo, em que aqueles que sempre sobram vão construindo para si um improvável Sobrado senhorial, acaba por revelar por ausência algo do inconsciente do Brasil escravista, de sua ruína e de sua força humana - da casca sempre escorregadia das nossas bananosas, da porra farta do bananão.&lt;br /&gt;Tudo no feminino: Estrela de Ana Brasila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estrela de Ana Brasila&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Record, 2004&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-8112757416489973032?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/8112757416489973032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/estrela-de-ana-brasila.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/8112757416489973032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/8112757416489973032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/estrela-de-ana-brasila.html' title='estrela de ana brasila (josé miguel wisnik)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-416060658949829988.post-9017067365707114118</id><published>2008-11-14T17:38:00.002-03:00</published><updated>2008-11-27T08:55:31.199-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paloma jorge amado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orelha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosália roseiral'/><title type='text'>rosália roseiral (paloma jorge amado)</title><content type='html'>orelha por &lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;Paloma Jorge Amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos vivendo o ano 2000, ano mítico apontando novidades: novo século, novo milênio e tudo de melhor que um recém-nascido pode trazer. Foi quando Maria Sampaio me trouxe os originais de Estrela de Ana Brasila, romance que vinha de escrever. Que grande novidade!&lt;br /&gt;A minha dileta amiga, economista de formação, fotógrafa de profissão e mérito, arquiteta e desenhista por vocação, mostrava mais um talento. Fui ler correndo e me encantei. Que grande escritora o segundo milênio via chegar, já madura, dando à palavra sentido exato, criando todo um linguajar novo. Logo me arvorei de dinda de Ana Brasila, meu xodó. Pensei que Maria ficaria por aí, ninguém competiria com minha Estrela. Qual o quê! Não é que veio Rosália Roseiral, antes que acabasse a primeira década? Veio ocupar seu espaço, me pedir a bênção, pois dela sou madrinha também.&lt;br /&gt;Difícil não se apaixonar por Rosália, sua família, os habitantes da Avenida Stella (Beco, para alguns) e todo o universo da música brasileira na gloriosa era do rádio. O leitor vai viver paixões, doces amores, amizades profundas, solidariedade, traições; vai acompanhar a trajetória de uma vida feita de emoções verdadeiras. Vai cantar. E se não souber cantar, vai cantarolar. Não sabe a letra? Pois ela vem de brinde!&lt;br /&gt;No seu novo romance, Maria Sampaio mais uma vez tratou a linguagem de forma muito própria, dando ao falar baiano um aspecto original e delicioso. Parece até que a música envolve as palavras e as faz mais melodiosas. Um encantamento.&lt;br /&gt;Desejo, caro leitor, de coração, que tome do braço de Rosália e entre em seu mundo, viva sua vida e saia do livro revigorado e feliz. Boa leitura!&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;Rosália Roseiral&lt;br /&gt;Record, 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/416060658949829988-9017067365707114118?l=alguemescreveu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/feeds/9017067365707114118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/roslia-roseiral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/9017067365707114118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/416060658949829988/posts/default/9017067365707114118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alguemescreveu.blogspot.com/2008/11/roslia-roseiral.html' title='rosália roseiral (paloma jorge amado)'/><author><name>maria guimarães sampaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15056654907120102363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_hSYXbsI-iwg/SFqW_DSVEPI/AAAAAAAAAM4/ewJ3hXPJX_k/S220/MGS+01+por+Graziela+Angulo+em+72+RZ.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
